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terça-feira, 27 de novembro de 2012

Nossa Senhora das Graças - A Medalha Milagrosa (27 de Novembro)

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Por Melissa Bergonso
 
Hoje, 27 de novembro, comemoramos o dia de Nossa Senhora das Graças, também chamada Nossa Senhora da Medalha Milagrosa ou ainda Nossa Senhora da Conceição da Medalha Milagrosa[1].
 
Nossa Senhora apareceu a Santa Catarina Labouré, em 1830, e mandou-lhe cunhar uma medalha com as seguintes características: Na frente, contendo a imagem da própria Virgem Santíssima, sobre um globo, pisando uma serpente, com raios saindo de suas mãos e, em torno, com a inscrição: “Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a Vós”. No verso, contendo um M encimado por uma cruz, embaixo os Sagrados Corações de Jesus e de Maria, tudo envoltos por 12 estrelas, como na imagem abaixo:
 
Medalha Milagrosa
 
Nossa Senhora disse a Santa Catarina Labouré que as pessoas que trouxerem a medalha indulgenciada ao pescoço com confiança, receberão abundantes graças.
 
Usemos, portanto, a Medalha Milagrosa com confiança, fé, devoção e temor a Deus. “Se, por um lado, a Medalha aparece como sinal da intercessão celeste de Maria, por outro, é também o sinal do dever que temos de recorrer, com confiança, à sua poderosa mediação”[2].
 
Nossa Senhora da Medalha Milagrosa, rogai por nós!
 

[1] Devocionário e novena a NOSSA SENHORA DAS GRAÇAS. 5ª Edição. São Paulo: Loyola, 2011, p.11.
[2] Ibidem, p.13.
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sábado, 27 de outubro de 2012

Necessidade que temos da intercessão de Maria Santíssima para nossa salvação

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Nossa Senhora das GraçasPor Santo Afonso Maria de Ligório
 
Gens et regnum, quod non servierit tibi, peribit ― «A gente e o reino que te não servir, perecerá» (Is 60, 12)
 
Sumário. Para a salvação a graça divina é indispensável. Verdade é que esta graça nos foi merecida por Jesus Cristo, o Medianeiro de justiça; mas dispensadora da graça é Maria Santíssima, por ser Mãe de Deus. É por isso que o demônio tanto esforço faz para arrancar da alma a devoção à Santa Virgem. O espírito maligno sabe que obstruído este canal das graças, tudo está perdido. Examinemo-nos, pois, se temos devoção verdadeira à divina Mãe, e descobrindo que nos temos relaxado, retomemos o nosso primeiro fervor.
 
I. Que a prática de invocar aos Santos, afim de nos alcançarem a divina graça, seja não somente lícita, mas também útil, é um ponto da fé. Entre os Santos, porém, que são amigos de Deus, e a Santíssima Virgem, que é sua verdadeira Mãe, há esta diferença, que a intercessão de Maria não é só utilíssima, mas também moralmente necessária, de modo que o Bem-aventurado Alberto Magno e São Boaventura chegam a afirmar que todos os que se descuidam da devoção a Nossa Senhora, não a servem, e consequentemente não são por ela protegidos, morrerão todos em pecado mortal e se condenarão: A gente que te não servir, perecerá. É esta, diz Soares, a opinião universal da Igreja.[1]
 
E com razão; porquanto, não sendo nós capazes de conceber um só bom pensamento em ordem à vida eterna, a graça divina nos é indispensável para a salvação. Verdade é que só Jesus Cristo nos mereceu esta graça, por ser Medianeiro de justiça. Mas, para nos inspirar mais confiança de obtermos a graça, e ao mesmo tempo para exaltar sua Mãe santíssima, Jesus a depositou nas mãos de Maria, e, constituindo-a medianeira de graça, decretou que nenhuma graça fosse dispensada aos homens sem que passasse pelas mãos de Maria.
 
Numa palavra, diz São Bernardo, Deus constituiu Nossa Senhora como que um aqueduto dos bens celestes que descem à terra, e determinou que por meio de Maria recebamos o Salvador que por seu intermédio nos foi dado na incarnação. Vede, pois, conclui o Santo, vede, ó homens, com que afeto de devoção quer o Senhor que honremos à nossa Rainha, refugiando-nos sempre a ela e confiando em seu patrocínio!
 
II. Assim como Holofernes, para conquistar a cidade de Betúlia, ordenou que se cortassem os aquedutos, também o demônio faz quanto pode, afim de que as almas percam a devoção à Mãe de Deus. Pela experiência o espírito maligno sabe que, tapado este canal das graças, depois fácil ou, antes, certamente consegue conquistá-las. Quantos cristãos estão agora no inferno por se terem deixado iludir assim. ― Nós, portanto, demos graças à divina Mãe, por nos ter tomado debaixo de seu santíssimo manto, como no-lo garantem as graças recebidas pela sua intercessão. Ao mesmo tempo, porém, examinemos se por ventura estamos resfriados na sua devoção, e renovemos nosso propósito de sermos para o futuro mais constantes.
 
Sim, eu vos dou graças, ó minha Mãe amorosíssima, por todos os bens que tendes feito a este desgraçado réu do inferno. Ó minha Rainha, de quantos perigos me tendes livrado! Quantas luzes e quantas misericórdias me tendes alcançado de Deus! Que grande bem, ou que grande honra recebestes de mim para vos empenhardes tanto a meu favor? Foi só a vossa bondade que a isso vos moveu. Ah! se eu pudesse dar por vosso amor o sangue e a vida, ainda seria pouco, à vista da obrigação que vos devo, pois que me livrastes da morte eterna e me fizestes recuperar, como espero, a graça divina; a vós sou devedor de toda a minha felicidade.
 
Senhora minha amabilíssima, eu, miserável, não tenho que vos dar senão os meus louvores e o meu amor. Ah, não desprezeis o afeto de um pobre pecador, abrasado em amor pela vossa bondade. Se o meu coração é indigno de vos amar, por estar imundo e cheio de afetos terrestres, vós o podeis mudar: mudai-o, pois. ― Ah, minha Senhora, prendei-me a meu deus, e prendei-me de tal modo que nunca mais possa separar-me de seu amor. Vós quereis que eu ame o vosso Deus; e eu quero que me alcanceis este amor; fazei que o ame sempre e nada mais deseje. (*I 75.)
 
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[1] Tom. 2 in 3 p., disp. 23, sect. 3.
 

Santo Afonso Maria de Ligório. Meditações: Para todos os Dias e Festas do Ano: Tomo Terceiro: desde a duodécima semana depois de Pentecostes até ao fim do ano eclesiástico. Friburgo: Herder & Cia, 1922, p.204-207.
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segunda-feira, 15 de agosto de 2011

15 de Agosto - Assunção de Nossa Senhora ao Céu

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Por Dom Servilio Conti, I. M. C.

Esta festividade é uma das mais antigas na Igreja. Há mais de 1500 anos, na Igreja Romana e na Ortodoxa Oriental, os fiéis festejam este glorioso mistério ou privilégio concedido à Santíssima Virgem de ter sido elevada ao céu em corpo e alma, logo depois da morte. De fato, esta festividade lembra como a Mãe de Jesus Cristo recebeu a recompensa de suas obras, dos seus sofrimentos, penitências e virtudes, com uma glorificação imediata da alma e do corpo, o qual foi transportado pelos anjos ao céu. Ela, que durante a vida terrestre desempenhou um papel todo singular entre as criaturas humanas, com o dia da gloriosa Assunção começou a ocupar um lugar no céu, que a distingue de todos os habitantes celestes.

Só Deus pode dar uma recompensa justa: só Ele pode remunerar com a glória serviços prestados aqui na terra; só Ele pode tirar toda dor, enxugar todas as lágrimas, encher nossa alma de alegria indizível e dar-nos uma felicidade completa. Que recompensa o Pai não teria dado àquela que por Ele mesmo tinha sido eleita para ser a Mãe de seu Filho unigênito? Se é impossível descrever as magnificências do céu, é impossível também fazer ideia adequada da glória que Maria Santíssima possui desde o dia da Assunção.

Sempre foi crença pacífica dos fiéis na Igreja que o corpo da Virgem, concebido imaculado, sem a nódoa do pecado original, corpo que não conheceu sombra do pecado, corpo que foi o berço, onde tomou carne o próprio Verbo de Deus ao fazer-se homem, não podia estar sujeito à corrupção mas devia ser glorificado junto com a alma na glória celeste. Este mistério, objeto de culto há muitos séculos, foi solenemente definido pela autoridade suprema da Igreja, no dia 1º de novembro de 1950.

Será que este mistério exclui talvez a morte natural da Virgem Santíssima?

Se consultássemos só a voz do coração, talvez deveríamos dar uma resposta afirmativa. De fato, como podia estar sujeita à humilhação da morte aquela que tinha sido concebida Imaculada e tinha dado à luz ao próprio autor da vida? No entanto, a morte natural como simples término da existência terrena não tem nada de humilhante para Maria, ainda mais que Ela em tudo queria ser semelhante ao seu Divino Filho. Contudo, ela, por força de sua isenção do pecado original e da singular dignidade de Mãe do Filho de Deus, devia ser preservada das consequências da morte, que são a corrupção do corpo e sua total decomposição. Este corpo imaculado foi imediatamente depois da morte transportado ao céu, como primícia, depois de Cristo, de todos os justos que no fim do mundo irão ressurgir para a vida eterna.

A honra com que foi assinalada Nossa Senhora é um título de santa ufania para todos nós, pois ela nos pertence como criatura humana, como mãe da Igreja, nossa mãe espiritual, como Rainha do Céu. Pela glória com que Deus a distinguiu, é honrado todo o gênero humano. Por isso, este mistério é motivo de grande alegria.

Todo título glorioso em Maria, todo privilégio recebido por Maria, tudo lhe foi dado em vista de sua alta missão de Mãe de Cristo, Mãe da Igreja, Mãe e Advogada nossa, junto a Cristo, seu Filho que nada lhe pode recusar das graças que ela pede em nosso favor. Salve, portanto, a Virgem Maria, Mãe Nossa, Medianeira Nossa, em corpo e alma junto ao Filho Redentor!

Com a liturgia da missa rezamos: "Que pela intercessão da Virgem Maria, assunta ao céu, cheguemos também nós à glória da ressurreição".

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CONTI, D. Servilio. I. M. C. O Santo do dia. 7a. edição. Petrópolis: Editora Vozes, 1999, p. 353; 355.

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domingo, 7 de agosto de 2011

Maria Santíssima é a medianeira dos pecadores para com Deus

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Por Santo Afonso Maria de Ligório

Facta sum coram eo quasi pacem reperiens — «Tenho-me tornado na sua presença como uma que acha a paz» (Cant 8, 10)

Sumário. É com razão que Maria Santíssima é comparada ao iris; porque é a medianeira e o penhor da paz entre Deus e os homens. Com efeito, quantos pecadores que agora são grandes Santos no céu, estariam talvez ardendo no inferno, se Maria não tivesse intercedido junto ao Filho para lhes obter perdão! Seja qual for o estado da nossa alma, recorramos com confiança a esta querida Mãe e seremos salvos. Lembremo-nos, porém, que para merecermos a sua proteção especial, é preciso que tenhamos ao menos a vontade de nos emendar.

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