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sábado, 7 de abril de 2012

Arte Sacra » Processo de entalhamento do Cristo descido da Cruz

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Por Melissa Bergonso
 
Você sabe como se entalha uma escultura? Eu nunca tinha visto, até ver o vídeo abaixo. A obra é do escultor Fernando Aguado, feita para a Semana Santa de Hellín, Espanha, em 2010. É algo impressionante! Ver como se entalha a imagem do Cristo descido da Cruz é algo que não tem explicação, que riqueza de detalhes! Ao final do vídeo acabei chorando, de tão real que as chagas pareciam. Não consigo imaginar como seria ver Nosso Senhor Jesus Cristo, pendido na Cruz, todo chagado e desfigurado. Uma escultura pode mostrar muito, mas não mostra tudo, apenas serve para meditarmos nas dores e nas feridas que Nosso Senhor suportou por amor de todos nós.
 
 
Que bela imagem sacra! Como seria bom se as imagens de nossas Igrejas fossem assim, né?
 
Um Sábado Santo a todos!
 

Este artigo foi originalmente publicado no Mulher Católica. Se você estiver lendo-o em outro blog ou site, trata-se de plágio e de violação dos direitos autorais. Por favor, entre em contato e comunique-me. Obrigada.
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sexta-feira, 6 de abril de 2012

Morte de Jesus – Sexta-feira Santa

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Por Santo Afonso Maria de Ligório

Jesus morto na cruz
Et inclinato capite, tradidit spiritum — «E inclinando a cabeça, rendeu o espírito» (Jo 19, 30).

Sumário. Contempla como depois de três horas de agonia, pela veemência das dores, as forças faltam a Jesus; entrega o corpo ao próprio peso, deixa cair a cabeça sobre o peito, abre a boca e expira. Alma cristã, dize-me: não merece porventura todo o nosso amor um Deus que, para nos salvar da morte eterna, quis morrer no meio dos mais atrozes tormentos? Todavia, como são poucos os que o amam! E muitos os que, em vez de o amarem, lhe pagam com injúrias e ultrajes.

I. Considera que o nosso amável Redentor é chegado ao fim da sua vida. Amortecem-se-lhe os olhos, o seu belo roso empalidece, o coração palpita debilmente, e todo o sagrado corpo é lentamente invadido pela morte. Vinde, anjos do céu, vinde assistir à morte do vosso Deus. E vós, ó Mãe dolorosa, Maria, chegai-vos mais próxima à cruz, levantai os olhos para vosso Filho, e contemplai-o atentamente, porque está prestes a expirar.

Pater, in manus tuas commendo spiritum meum (Luc 23, 46) — «Pai, em vossas mãos encomendo o meu espírito». É esta a última palavra que Jesus profere com confiança filial e perfeita resignação com a vontade divina. Foi como se dissesse: Meu Pai, não tenho vontade própria; não quero nem viver nem morrer. Se é vossa vontade que eu continue a padecer sobre esta cruz, eis-me aqui, estou pronto para obedecer; em vossas mãos entrego o meu espírito; fazei de mim segundo a vossa vontade. — Tomara que nós disséssemos o mesmo, quando temos alguma cruz, deixando-nos guiar pelo Senhor, conforme o seu agrado. Tomara que o repetíssemos especialmente no momento da morte! Mas para bem o fazermos então, devemos praticá-lo muitas vezes em nossa vida.

Entretanto, Jesus chama a morte, que por deferência não ousava aproximar-se do autor da vida, e lhe dá licença para lhe tirar a vida. E eis que finalmente, enquanto treme a terra, se abrem os túmulos e se rasga o véu do templo, eis que pela veemência da dor faltam as forças ao Senhor moribundo, baixa o calor natural, falha a respiração. Jesus abandona o corpo ao próprio peso, deixa cair a cabeça sobre o peito, abre a boca e expira: Et inclinato capite, tradidit spiritum (Jo 19, 30). — Parti, ó bela alma do meu Salvador, parti e ide nos abrir o paraíso, fechado até agora, ide apresentar-vos à Majestade divina, e alcançai-nos o perdão e a salvação.

As pessoas presentes, voltadas para Jesus Cristo, por causa da força com que proferiu as suas últimas palavras, contemplam-no com atenção silenciosa, veem-no expirar, e notando que não se move mais, dizem: Morreu, morreu. Maria ouve que todos o dizem, e ela também exclama: Ah, Filho meu, já morrestes; estais morto.

II. Morreu! Ó Deus! Quem é que morreu? O Autor da vida, o Unigênito de Deus, o Senhor do mundo. Ó morte, que fizeste pasmar o céu e a natureza! Um Deus morrer pelas suas criaturas! — Vem, minha alma, levanta os olhos e contempla esse homem crucificado. Contempla o Cordeiro divino já imolado sobre o altar da dor; lembra-te de que ele é o Filho dileto do Pai Eterno, e que morreu pelo amor que te tem dedicado. Vê esses braços abertos para te acolherem; a cabeça inclinada para te dar o ósculo de paz; o lado aberto para te receber. Que dizes? Não merece ser amado um Deus tão bom e tão amoroso? Ouve o que do alto de sua cruz te diz o Senhor: Meu filho, vê se há alguém no mundo que te tenha amado mais do que eu, teu Deus!

Ah, meu Jesus, já que para minha salvação não poupaste a vossa própria pessoa, lançai sobre mim esse olhar afetuoso com que me olhastes um dia, quando estáveis em agonia sobre a cruz; olhai-me, iluminai-me, e perdoai-me. Perdoai-me em particular a ingratidão que tive para convosco no passado, pensando tão pouco na vossa paixão e no amor que nela me haveis mostrado. Dou-Vos graças pela luz que me concedeis de compreender através de vossas chagas e de vossos membros dilacerados, como por entre umas grades, o afeto tão grande e tão terno que ainda guardais para comigo.

Ai de mim, se depois de receber estas luzes deixasse de Vos amar, ou amasse outra coisa que não a Vós. Morra eu, assim Vos direi com São Francisco de Assis, morra eu por amor de vosso amor, ó meu Jesus, que Vos dignastes morrer por amor de meu amor. Ó Coração aberto de meu Redentor, ó morada feliz das almas amantes, não vos dedigneis receber agora a minha mísera alma.

Ó Maria, ó Mãe de dores, recomendai-me a vosso Filho, a quem vedes morto sobre a cruz. Vede as suas carnes dilaceradas, vede o seu Sangue divino derramado por mim, e conclui disto quanto lhe agrada que lhe recomendeis a minha salvação. A minha salvação consiste em que eu o ame, e este amor vós m'o deveis impetrar, mas um amor grande, um amor eterno. (* I 623.)

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Santo Afonso Maria de Ligório. Meditações: Para todos os Dias e Festas do Ano: Tomo Primeiro: Desde o primeiro Domingo do Advento até Semana Santa inclusive. Friburgo: Herder & Cia, 1921, p.415-418.

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quinta-feira, 2 de junho de 2011

Como retribuir

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Por Santo Afonso Maria de Ligório

Como vos pagarei, ó Cristo, esse vosso amor? É justo que sangue se pague com sangue. Seja eu banhado com esse sangue e cravado nessa cruz. Recebe-me também em teus braços, ó santa cruz. Alarga-te, coroa de espinhos, para que eu coloque em ti minha cabeça. Cravos, deixai as mãos inocentes de meu Senhor e transpassai meu coração de compaixão e amor. Jesus, São Paulo diz que vossa morte foi para que vos apoderásseis dos vivos e dos mortos, não pelos castigos mas pelo amor: "Cristo morreu e ressuscitou para ser o Senhor dos mortos e dos vivos"[1].

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terça-feira, 31 de maio de 2011

O amor de Cristo

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Por Santo Afonso Maria de Ligório

São João de Ávila era tão entusiasmado por Jesus Cristo que em todas as suas pregações não deixava nunca de falar do amor de Cristo por nós. Escrevendo sobre o amor de nosso querido Redentor, expressa estes ardentes sentimentos, que por serem muito bonitos, resolvi colocar aqui:

Vós, Redentor, amastes o homem de tal modo que, quem considerar este amor, não pode deixar de vos amar. Vosso amor faz violência aos corações, como diz São Paulo: “O amor de Cristo nos constrange!” A origem do amor de Jesus Cristo para com os homens é sua caridade para com Deus. Ele mesmo o disse aos seus discípulos na Quinta-Feira Santa: “Para que o mundo saiba que amo o Pai: levantai-vos e vamos”.

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domingo, 29 de maio de 2011

Uma loucura

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Por Santo Afonso Maria de Ligório

Quem pôde, alguma vez, levar Deus a morrer condenado numa cruz no meio de dois criminosos, com tanta vergonha para sua grandeza de Deus? Quem fez isto? pergunta São Bernardo. E responde:

― “Foi o amor, que esqueceu sua dignidade”[1].

O amor quando procura fazer-se conhecido, não leva em conta aquilo que mais convém à dignidade da pessoa que ama, mas o que mais conduz a manifestar-se à pessoa amada. Com muita razão exclamava São Francisco de Paula, olhando um crucifixo: “Ó caridade, ó caridade, ó caridade”[2]. Vendo Jesus na cruz, deveremos, entusiasmados, exclamar: ó amor, ó amor, ó amor!

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sábado, 28 de maio de 2011

Amor que impele

2 comentários:
Por Santo Afonso Maria de Ligório

São Paulo, apaixonado por Jesus Cristo, diz com razão: “A caridade de Cristo nos constrange”[1]. E ele se refere não tanto ao que Cristo sofreu, mas ao amor que nos mostrou nos seus sofrimentos. É isto que nos obriga e quase nos força a amá-lo. Sobre isso diz São Francisco de Sales: “Jesus Cristo, verdadeiro Deus, amou-nos até sofrer por nós a morte na cruz. Não é isto como que ter nosso coração debaixo de uma prensa? Como que senti-lo apertar com vigor e espremer amor com uma força que é tanto mais forte quanto mais amável? Por que não abraçamos Jesus Cristo Crucificado para morrer na cruz com ele? Ele quis morrer nela por nosso amor. Eu o abraçarei, deveríamos dizer, e não o abandonarei jamais. Morrerei com ele, abrasar-me-ei nas chamas de seu amor. Um mesmo fogo consumirá este divino Criador e a sua miserável criatura. Cristo se dá todo a mim e eu me entrego todo a ele. Viverei e morrerei sobre seu coração: nem a vida, nem a morte me separarão dele. Ó Amor Eterno, minha alma vos busca e vos acolhe para sempre. Vinde, Espírito Santo, inflamai os nossos corações no vosso amor. Ou amar ou morrer! Morrer a qualquer outro amor, para viver no amor de Cristo. Salvador dos homens, fazei que cantemos eternamente: viva Jesus, a quem amo. Amo a Jesus que vive nos séculos dos séculos”[2].

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domingo, 22 de maio de 2011

Quanto Jesus Cristo, pela sua Paixão, merece ser amado

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Por Santo Afonso Maria de Ligório

Toda a santidade e toda a perfeição de uma pessoa consiste em amar a Jesus Cristo, nosso Deus, nosso maior bem, nosso Salvador. Jesus Cristo mesmo disse: “Quem me ama será amado por meu Pai”[1].

São Francisco de Sales diz: “Alguns põem a perfeição na austeridade da vida, outros na oração, estes na frequência dos sacramentos, aqueles nas esmolas. Enganam-se. A perfeição consiste em amar a Deus de todo o coração”[2]. Como escreve São Paulo: “Mas, sobretudo, revesti-vos da caridade, que é o vínculo da perfeição”[3].

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sexta-feira, 22 de abril de 2011

Valor da Paixão

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1. Satisfação cabal
 
Em primeiro lugar, porque Sua Morte é uma satisfação cabal, e em todos os sentidos perfeita, que Jesus Cristo rendeu a Deus Pai pelos nossos pecados, de uma maneira toda particular. O resgate que pagou em nosso lugar, não só igualava com a nossa dívida, mas era-lhe até muito superior (Rm 5, 19-21*).
 
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Frutos da Paixão

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1. Livra-nos do pecado
 
Em primeiro lugar, a Paixão do Senhor livrou-nos do pecado, conforme o declara São João: “Amou-nos, e no Seu Sangue nos lavou de nossos pecados” (Ap 1, 5). E o Apóstolo diz também “[Deus] vos fez reviver com Ele, perdoou-vos todos os pecados, cancelando e pregando na cruz o título de condenação, que contra nós fora lavrado” (Cl 2, 13-14).
 
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A PAIXÃO DE CRISTO: Cristo deveria sofrer na cruz?

Um comentário:
Foi muitíssimo conveniente ter Cristo sofrido a morte numa cruz. Primeiro, como um exemplo de virtude. É o que diz Agostinho: “A sabedoria de Deus tornou-se homem para nos dar exemplo de honestidade de vida. É próprio, porém, da vida honesta não temer o que não deve ser temido. Há, contudo, homens que, embora não tenham medo da morte em si, têm horror a um determinado tipo de morte. Assim, para que o homem de vida honesta não temesse nenhum tipo de morte, teve de lhe ser mostrado na cruz qual a morte daquele homem, pois entre todos os gêneros de morte nenhum foi mais execrável e temível que esse”.
 
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quinta-feira, 21 de abril de 2011

A PAIXÃO DE CRISTO: Haveria outro modo mais conveniente de libertação humana do que a paixão de Cristo?

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Um modo é tanto mais conveniente para atingir um fim quanto mais ocorrem, por meio dele, resultados adequados a esse fim. Ora, o fato de o homem ter sido libertado pela paixão de Cristo teve muitas conseqüências apropriadas à sua salvação, além da libertação do pecado.
 
1. Primeiro, o homem conhece, por esse fato, quanto Deus o ama, sendo assim incentivado a amá-lo também, e é aí que está a perfeição da salvação humana. É o que diz o Apóstolo na Carta aos Romanos (5, 8-9): “Nisto Deus prova o seu amor para conosco: Cristo morreu por nós quando ainda éramos inimigos”.
 
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A PAIXÃO DE CRISTO: Era necessário Cristo ter sofrido pela libertação do gênero humano?

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O termo necessário tem várias acepções, como ensina o Filósofo no livro V da Metafísica. Pela primeira, é impossível alguma coisa ser diferente daquilo que é segundo sua natureza. É claro então que não foi necessário Cristo ter sofrido, nem por parte de Deus nem parte do homem.
 
Noutra acepção, algo pode ser necessário por um motivo externo. Tratar-se-á de uma necessidade de coação, se esse motivo externo for causa eficiente ou motriz; é o que acontece quando alguém é impedido de andar porque outro o segura à força. Se o motivo externo que gera a necessidade for um fim, diz-se que algo é necessário porque supõe esse fim, ou seja, quando um determinado fim de modo algum puder existir, ou não o for convenientemente a não ser que algo o suponha.
 
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sexta-feira, 18 de março de 2011

Comemoração da Lança e dos Cravos de Nosso Senhor Jesus Cristo

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Por Santo Afonso Maria de Ligório

Unus militum lancea latus eius aperuit, et continuo exivit sanguis et aqua ― «Um dos soldados abriu-lhe o lado com uma lança, e imediatamente saiu sangue e água» (Jo 19, 34).

Sumário. Sendo o coração um dos primários órgãos da vida, claro está que tem parte principal nos afetos do homem, tanto nos bons como nos maus. Exatamente para sarar esta raiz viciada dos pecados, quis Jesus Cristo que seu Coração fosse traspassado pela lança, assim como pouco antes, para expiar a culpa de Adão em estender a mão ao fruto vedado, e para reparar os abusos da liberdade, quis que as mãos e os pés lhe fossem traspassados pelos cravos. Ó inventos admiráveis do amor de Deus! E nós não amaremos?

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