O endereço do blog mudou! Acesse:

Visite meu outro site!

Páginas

Mostrando postagens com marcador Profecias. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Profecias. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

A aparição de La Salette

Nenhum comentário:
"Se meu povo não quiser se submeter, fico obrigada a deixar o braço de meu Filho golpear. Ele é tão pesado e tão grave, que não posso mais segurá-lo"
(Nossa Senhora, em La Salette)

Por Melissa Bergonso

Hoje comemoramos 165 anos das aparições de La Salette. No dia 19 de Setembro de 1846, Nossa Senhora apareceu a duas crianças: Mélanie Calvat, de 14 anos, e Maximin Giraud, de 11, para comunicar-lhes um segredo, que deveria ser revelado em 1858.

Interessante notar que, ao contrário de muitas outras aparições, esta foi "jogada no esquecimento". Talvez isto tenha ocorrido pelo conteúdo extremamente forte que o segredo contém. Mas o que de tão forte e chocante disse Nossa Senhora?

A Virgem Mãe de Deus veio a La Salette para alertar o mundo acerca dos pecados cometidos que clamam a vingança aos céus e que tanto ofendem a Deus, e sobre a punição que Deus vai mandar ao mundo se as pessoas não fizerem penitência e não se converterem.

Já em 1846 Nossa Senhora reclamava de dois pecados que ocorriam na França e que acarretavam desgraças para eles próprios: o primeiro era a violação do mandamento que manda repousar e não trabalhar aos domingos, e o segundo era o vício generalizado da blasfêmia. Se já naquela época isso era motivo para desgraças, hoje então não faltariam motivos para desgraças maiores ainda, pois no mundo inteiro se fazem essas mesmas coisas, e coisas piores ainda, de forma natural, sem remorso e sem nenhum tipo de constrangimento. Muito mais grave ainda é que hoje o pecado é aclamado, aplaudido e requerido como direito pleno, sem levar em conta a desgraça da alma e a perdição eterna.

O segredo contado por Nossa Senhora à Mélanie e à Maximin contém palavras muito graves e pesadas e não é mera coincidência se hoje estão acontecendo muitas das coisas descritas nele. A grave crise religiosa em que nos encontramos, a perda da fé, a apostasia e os pecados hediondos contra a pureza e a castidade, imperantes na sociedade e até mesmo nos meios religiosos e clericais, são coisas que Nossa Senhora já tinha predito em La Salette. Mas quem se importou? E pior, quem deu ouvidos à Santa Mãe de Deus e fez/faz jejum e penitência em reparação a estes pecados que foram e ainda são cometidos tão desenfreadamente e sem escrúpulo algum?

Deixo abaixo o segredo na íntegra, retirado do livro "A aparição de La Salette e suas profecias", de Luis Eduardo Dufaur. Este livro é muito bom, eu recomendo. Ele contém não só o segredo de La Salette, mas faz ao mesmo tempo paralelos com outras profecias, como as de Dom Bosco e de São Luís Maria Grignion de Montfort, e também com Fátima.

Leiam o segredo de La Salette, meditem, mas principalmente rezem. Sem oração não há conversão. Rezem especialmente a oração do santo Rosário, tão recomendado por Nossa Senhora em Fátima.

===*=*=*===

Assim começa o segredo[1]:

Mélanie, o que vou dizer-vos agora não ficará sempre segredo, podereis publicá-lo em 1858.

Os sacerdotes, ministros de meu Filho, pela sua má vida, sua irreverência e impiedade na celebração dos santos mistérios, pelo amor do dinheiro, das honrarias e dos prazeres, tornam-se cloacas de impureza. Sim, os sacerdotes atraem a vingança e a vingança paira sobre suas cabeças. Ai dos sacerdotes e das pessoas consagradas a Deus, que pela sua infidelidade e má vida crucificam de novo meu Filho! Os pecados das pessoas consagradas a Deus bradam ao Céu e clamam por vingança. E eis que a vingança está às suas portas, pois não se encontra mais uma pessoa a implorar misericórdia e perdão para o povo. Não há mais almas generosas, não há mais ninguém digno de oferecer a vítima imaculada ao [Pai] Eterno em favor do mundo.

Deus vai golpear de modo inaudito. Ai dos habitantes da Terra. Deus vai esgotar sua cólera, e ninguém poderá fugir a tantos males acumulados.

Os chefes, os condutores do povo de Deus negligenciaram a oração e a penitência. E o demônio obscureceu suas inteligências. Transformaram-se nessas estrelas errantes, qeu o velho diabo arrastará com sua cauda para fazê-las perecer. Deus permitirá à velha serpente introduzir divisões entre os que reinam, em todas as sociedades e em todas as famílias. Sofrer-se-ão tormentos físicos e morais. Deus abandonará os homens a si mesmos e enviará castigos que se sucederão durante mais de trinta e cinco anos.

A sociedade está na iminência dos flagelos mais terríveis e dos maiores acontecimentos. Deve-se esperar ser governado por uma chibata de ferro e beber o cálice da cólera de Deus.

Que o Vigário de meu Filho, o Soberano Pontífice Pio IX, não saia mais de Roma depois do ano 1859. Mas seja firme e generoso, combata com as armas da fé e do amor. Eu estarei com ele. Que ele não confie em Napoleão [III]. Seu coração é falso, e quando ele quiser tornar-se ao mesmo tempo papa e imperador, Deus se afastará dele. Ele é como a águia que, querendo subir sempre mais, cairá sobre a espada da qual queria se servir para obrigar os povos a o elevarem.

A Itália será punida, pela ambição de querer sacudir o jugo do Senhor dos Senhores. Será também entregue à guerra, o sangue correrá por todo lado. As igrejas serão fechadas ou profanadas. Os sacerdotes e os religiosos serão expulsos. Serão entregues à morte, e morte cruel. Vários abandonarão a fé, e o número dos sacerdotes e religiosos que se afastarão da verdadeira Religião será grande. Entre essas pessoas encontrar-se-ão até bispos.

Que o Papa esteja em alerta contra os fautores de milagres. Pois chegou o tempo em que os prodígios mais inesperados terão lugar sobre a Terra e nos ares.

No ano de 1864, Lúcifer e um grande número de demônios serão soltos do inferno. Eles abolirão a fé pouco a pouco, até nas pessoas consagradas a Deus. Eles as cegarão de tal maneira que, salvo uma graça particular, adquirirão o espírito desses maus anjos. Várias casas religiosas perderão inteiramente a fé e perderão muitas almas.

Os maus livros abundarão sobre a Terra, e os espíritos das trevas espalharão por toda parte um relaxamento universal em tudo o que se refere ao serviço de Deus. Eles terão grandíssimo poder sobre a natureza. Existirão igrejas para cultuar esses espíritos. Pessoas serão transportadas de um lugar a outro por esses espíritos maus, até sacerdotes, porque não se terão conduzido pelo bom espírito do Evangelho, que é um espírito de humildade, caridade e zelo pela glória de Deus. Far-se-ão ressuscitar mortos e justos (quer dizer, tais mortos tomarão a figura de almas justas que viveram na Terra, para seduzir mais os homens; esses supostos mortos ressuscitados, que não serão outra coisa senão o demônio encarnado nessas figuras, pregarão outro evangelho contrário ao do verdadeiro Jesus Cristo, negando a existência do Céu). Ou ainda almas de condenados.

Todas essas almas aparecerão como unidas a seus corpos. Em todos os lugares haverá prodígios extraordinários, proque a verdadeira fé se apagou e uma falsa luz ilumina o mundo. Ai dos príncipes da Igreja, que então estarão ocupados apenas em amontoar riquezas acima de riquezas, salvaguardar sua autoridade e dominar com orgulho!

O Vigário de meu Filho terá muito que sofrer, porque durante algum tempo a Igreja será entregue a grandes perseguições. Será o tempo das trevas, e a Igreja passará por uma crise pavorosa.

Tendo sido esquecida a santa fé em Deus, cada indivíduo desejará guiar-se por si próprio e ser superior a seus semelhantes. Serão abolidos os poderes civis e eclesiásticos. Toda ordem e toda justiça serão calcados aos pés. Não se verá outra coisa senão homicídios, ódio, inveja, mentira e discórdia, sem amor pela pátria e sem amor pela família.

O Santo Padre sofrerá muito. Eu estarei com ele até o fim, para receber o seu sacrifício. Os maus atentarão várias vezes contra a sua vida, sem poder abreviar seus dias, mas nem ele nem seu sucessor... verão o triunfo da Igreja de Deus.

Os governantes civis terão todos um mesmo objetivo, que consistirá em abolir e fazer desaparecer todo princípio religioso para dar lugar ao materialismo, ao ateísmo, ao espiritismo e a toda espécie de vícios.

No ano 1865 ver-se-á a abominação nos lugares santos. Nos conventos as flores da Igreja serão apodrecidas, e o demônio tornar-se-á como que o rei dos corações. Que os dirigentes das comunidades religiosas estejam atentos em relação às pessoas que devem receber, porque o demônio usará toda sua malícia para introduzir nas ordens religiosas pessoas entregues ao pecado, pois as desordens e o amor aos prazeres carnais estarão espalhados por toda a Terra.

A França, a Itália, a Espanha e a Inglaterra estarão em guerra. O sangue correrá nas ruas, o francês combaterá contra francês, o italiano contra o italiano. A seguir haverá uma guerra geral, que será horrorosa. Durante certo tempo Deus não se lembrará mais da França nem da Itália, porque o Evangelho de Jesus Criso não será mais conhecido. Os maus estenderão toda sua malícia. Até nas casas as pessoas matar-se-ão e massacrar-se-ão mutuamente.

Ao primeiro golpe de sua espada fulgurante [refere-se a Deus], as montanhas e a natureza inteira tremerão de espanto, porque as desordens e os crimes dos homens traspassarão a abóboda celeste. Paris será queimada, e Marselha engolida [pelas águas]. Várias grandes cidades serão abaladas e tragadas por tremores de terra. Crer-se-á que tudo está perdido. Só se verão homicídios, e se ouvirão apenas ruídos de armas e blasfêmias.

Os justos sofrerão muito. Suas orações, sua penitência e suas lágrimas subirão até o céu e todo o povo de Deus pedirá perdão e misericórdia. E pedirá minha ajuda e intercessão. Jesus Cristo, por um ato de sua justiça e de sua grande misericórdia em relação aos justos, ordenará a seus anjos que deem morte a todos os seus inimigos. De repente os perseguidores da Igreja de Jesus Cristo e todos os homens entregues ao pecado perecerão, e a Terra tornar-se-á como um deserto.

Então será feita a paz, a reconciliação de Deus com os homens. Jesus Cristo será servido, adorado e glorificado. A caridade florescerá por toda parte. Os novos reis serão o braço direito da Santa Igreja, a qual será forte, humilde, piedosa, pobre, zelosa e imitadora das virtudes de Jesus Cristo. O Evangelho será pregado por toda a parte e os homens farão grandes progressos na fé, porque haverá unidade entre os operários de Jesus Cristo e os homens viverão no temor de Deus. 

Esta paz entre os homens não será longa. Vinte e cinco anos de safras abundantes lhes farão esquecer que os pecados dos homens são a causa de todas as desgraças que sucedem na terra.

Um precursor do Anticristo, com tropas de várias nações, guerreará contra o verdadeiro Cristo, único Salvador do mundo, derramará muito sangue e tentará aniquilar o culto de Deus, para se fazer cultuar como um deus.

A Terra será atingida por toda espécie de flagelos (além da peste e da fome, que serão gerais). Haverá guerras até a última guerra, que será movida pelos dez reis do Anticristo, cujo objetivo será o mesmo e serão os únicos a governarem o mundo. Antes que isto aconteça, haverá uma espécie de falsa paz no mundo. Não se pensará em outra coisa, senão em se divertir. Os maus se  entregarão a toda sorte de pecados. Mas os filhos da Santa Igreja, os filhos da fé, meus verdadeiros imitadores, acreditarão no amor de Deus e nas virtudes que me são mais caras. Felizes essas almas humildes conduzidas pelo Espírito Santo! Eu combaterei junto a elas até que atinjam a plenitude da idade.

A natureza exige vingança por causa dos homens e estremece de pavor, na espera do que deve acontecer à Terra emporcalhada de crimes. Tremei, ó Terra, vós que fizestes profissão de servir a Jesus Cristo, mas que no vosso íntimo adorais a vós próprios. Tremei, pois Deus vos entregará a seu inimigo, porque os lugares santos estão imersos na corrupção. Muitos conventos não são mais casas de Deus, mas pastagens de Asmodeu e os seus [demônios]. Durante esse tempo nascerá o Anticristo de uma religiosa hebraica, uma falsa virgem que terá comunicação com a velha serpente. E o mestre da impureza, seu pai, será bispo. Ao nascer, vomitará blasfêmias e terá dentes. Numa palavra, será o diabo encarnado. Dará gritos aterrorizadores, fará prodígios, alimentar-se-á só de impurezas. Terá irmãos que, embora não sejam como ele outros demônios encarnados, serão filhos do mal. Aos doze anos eles se farão notar pelas valorosas vitórias que obterão. Logo estará cada um à testa de exércitos, assistidos por legiões do inferno.

As estações mudarão, a terra só dará maus frutos, os astros perderão seus movimentos regulares, a Lua não projetará senão uma débil luz avermelhada. A água e o fogo darão ao globo terrestre movimentos convulsivos e horríveis tremores de terra, que engolirão montanhas, cidades, etc.

Roma perderá a fé e se tornará sede do Anticristo.

Os demônios do ar, junto com o Anticristo, farão grandes prodígios na terra e nos ares. E os homens se perverterão cada vez mais. Deus tomará sob seus cuidados os fiéis servidores e os homens de boa vontade, o Evangelho será pregado por toda parte, todos os povos e todas as nações terão conhecimento da verdade.

Eu dirijo um premente apelo à Terra. Apelo aos verdadeiros discípulos do Deus vivo que reina nos Céus. Apelo aos verdadeiros imitadores de Jesus Cristo feito homem, o único e verdadeiro Salvador dos homens. Apelo aos meus filhos, meus verdadeiros devotos, aqueles que se deram a mim para que eu os conduza a meu divino Filho, aqueles que levo por assim dizer nos meus braços, que vivem de meu espírito. Enfim, apelo aos Apóstolos dos Últimos Tempos, aos fiéis discípulos de Jesus Cristo que viveram no desprezo do mundo e de si próprios, na pobreza e na humildade, no desprezo e no silêncio, na oração e na mortificação, na castidade e na união com Deus, no sofrimento e desconhecidos do mundo. É chegado o tempo para que eles saiam e venham iluminar a Terra. Ide e mostrai-vos como meus filhos amados. Estou convosco e em vós, contanto que vossa fé seja luz que vos ilumina nestes dias de desgraças. Que vosso zelo vos faça como que famintos da glória e honra de Jesus Cristo. Combatei, filhos da luz, pequeno número que isto vedes, pois aí está o tempo dos tempos, o fim dos fins.

A Igreja será eclipsada, o mundo estará na consternação. Mas eis Enoc e Elias cheios do Espírito de Deus. Eles pregarão com a força de Deus, os homens de boa vontade acreditarão em Deus e muitas almas serão consoladas. Eles farão grandes progressos, pela virtude do Espírito Santo, e condenarão os erros diabólicos do Anticristo. Ai dos habitantes da Terra! Haverá guerras sangrentas e fome, peste e doenças contagiosas. Haverá chuvas feitas de saraivas espantosas de animais, trovoadas que abalarão as cidades, terremotos que engolirão países. Ouvir-se-ão vozes pelos ares. Os homens baterão as cabeças contra as paredes. Pedirão a morte, e por outro lado a morte será seu suplício. O sangue correrá de todo lado.

Quem poderá resistir, se Deus não diminuir o tempo da prova? Deus se deixará dobrar pelo sangue, lágrimas e orações dos justos. Enoc e Elias serão mortos. Roma pagã desaparecerá. O fogo do céu cairá e consumirá três cidades. Todo o universo será tomado de terror, e muitos se deixarão seduzir, porque não adoraram o verdadeiro Cristo vivo entre eles. Chegou a hora, o sol se obscurece, só a fé viverá.

Chegou o tempo, o abismo se abre. Eis o rei dos reis das trevas, eis a Besta com seus súditos, dizendo ser o salvador do mundo. Ele se elevará orgulhosamente nos ares para ir até o céu. Será asfixiado pelo sopro de São Miguel Arcanjo. Cairá. E a Terra, que durante três dias terá estado em contínuas evoluções, abrirá seu seio cheio de fogo. Ele será sumerso para sempre, com todos os seus, nos despenhadeiros eternos do inferno. Então a água e o fogo purificarão a Terra e consumirão todas as obras do orgulho dos homens, e tudo será renovado. Deus será servido e glorificado.

Pois bem, meus filhos, comunicareis isto tudo a meu povo.

---------------
[1] DUFAUR, Luis Eduardo. A aparição de La Salette e suas profecias. São Paulo: Petrus, 2007.

Nota: Sobre as "chuvas feitas de saraivas espantosas de animais", seria interessante ler este artigo. Ele está em inglês, mas pelo título já dá pra entender do que se trata: "Mortes bizarras de melros e peixes: 500 pássaros mortos em Louisiana; 100 toneladas de peixes no Brasil"... Seria apenas coincidência?

Leia também:

|| » Siga o blog Mulher Católica no Twitter e no FaceBook ou receba os artigos por Email « ||
Leia Mais ►

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

A Freira que viu sangue

4 comentários:
Prezados leitores, Salve Maria!

Tomei conhecimento da história abaixo através do blog Borboletas ao Luar. A fonte original é do blog Ponto de Táxi.

Como a Andrea (do blog Borboletas ao Luar) disse: eu não sei se de fato essa história é verídica, porém faz muito sentido, ainda mais se comparada com aquele post do blog Sacralidade que fala sobre as aparições de Nossa Senhora no agreste pernambucano em 1936, onde Ela anunciou que viriam tempos calamitosos para o Brasil com três grandes castigos e que nosso país seria inundado com sangue. A única forma de remediar essa situação é com muita oração, muita penitência, muitos Rosários rezados!!!… Como Nossa Senhora recomendou: “Para se evitar o castigo é preciso rezar o santo Rosário, fazer penitência, ter devoção ao Sagrado Coração de Jesus e ao Imaculado Coração de Maria”.

Leiam, reflitam e orem muito!

Penitência, Jejum, Oração! É isso o que salvará o Brasil da cólera Divina (espero que ainda haja tempo!!)...

Que Deus tenha misericórdia de todos nós e de nossa nação!!

Nossa Senhora Aparecida, livrai-nos do flagelo do comunismo e protegei o Brasil!

---*-*-*---

A Freira que viu sangue

Quando eu era uma criança, minha avó paterna me contou um fato interessante. Depois com o passar dos anos, já tendo me formado na Faculdade de Direito, ao conversar com um amigo num café do centro de São Paulo, ele me contou a mesma história. De fato, antes essa história circulava muito, mas hoje caiu no “esquecimento”... Passo a narrar o que ela me contou.

Um taxista, numa manhã de sol, se despediu da família e entrou no seu automóvel para ir trabalhar. No seu automóvel havia uma imagem pequena de Nossa Senhora fixado no painel, e como era seu costume, antes de sair rezou três “Ave-Marias” para que a Mãe do Céu o protegesse e à sua família, pedindo também que Nossa Senhora lhe mandasse passageiros suficientes para que ele pudesse trazer o sustento para sua casa. Depois disso, ligou seu automóvel e calmamente saiu pelas ruas de São Paulo.

Depois de algum tempo ele observou uma freira que vestia um hábito muito bonito na beira da calçada. Pensou: “Acho que ela precisa de um táxi.”

Parou perto dela e saindo do automóvel abriu a porta traseira para que ela adentrasse.

E foi o que ela fez. Sorrindo por ser o seu primeiro cliente, perguntou:

- “Bom dia irmã, para onde a senhora quer que eu a leve?”

Ela, que era uma freira já de idade avançada, mas com rosto angelical, lhe respondeu:

- “Ao mosteiro da Luz, na Avenida Tiradentes.”

Então o taxista, zelosamente em sua profissão, tomou o rumo indicado.

Porém ao passar pelo Viaduto do Chá, a freira pediu para o taxista parar o carro.

Ele estacionou e ela saiu do automóvel e se apoiando no muro lateral do viaduto, ficou observando detidamente o movimento dos carros que passavam por debaixo do viaduto.

Como ela se demorava muito, o taxista resolveu ir falar com ela muito respeitosamente.

- “A senhora precisa de alguma coisa? Está esperando alguém? Olhando o movimento?”

Foi então que a freira olhou para o taxista e disse:

- “Estou vendo rios de sangue que inundarão as ruas do Brasil.”

O taxista empalideceu, olhou para a rua que estava embaixo do viaduto, e voltando os olhos novamente para a freira disse:

- “A senhora não quer que eu lhe ajude a voltar para o carro?”

A freira com olhar de doçura e muita bondade, deu meia volta e entrou no carro para prosseguir no seu trajeto.

Chegando ao belíssimo Mosteiro da Luz, a freira saiu do automóvel e entrou no Mosteiro.

O taxista esperou por mais de meia hora, mas a freira não voltava para pagar-lhe a corrida.

Cansado de tanto esperar ele resolveu bater na porta do Mosteiro. 

Logo veio uma freira de meia idade abrir a porta.

- “Pois não, o que o senhor deseja?”

E o taxista explicou que havia trazido a freira e que precisava receber seu dinheiro para prosseguir no seu trabalho.

A freira que lhe atendeu, disse-lhe:

- “Isto é impossível, pois ninguém saiu daqui e ninguém chegou também desde ontem à tarde. Nossas irmãs estão todas recolhidas numa cerimônia.”

Ante a insistência do taxista, a freira convidou-o a entrar e então apontar qual é a freira que ele trouxe de táxi.

As freiras estavam todas numa sala, numa cerimônia de réquiem, rezando.

Olhando para todas elas ele não identificava nenhuma, mas de repente o taxista tomou um susto muito grande e empalideceu. Era justamente a irmã falecida que estava na urna funerária que havia pegado o táxi.

Ao relatar isso, a freira se admirou muito, pois a irmã havia falecido no dia anterior e estava sendo velada.

- “O senhor tem certeza de que era mesmo esta freira?” – indagou a irmã.

- “Sim, absoluta certeza” – respondeu o taxista relatando tudo o que tinha havido, inclusive a visão das ruas cheias de sangue.

As freiras então choraram e se afervoraram em suas orações.

O taxista saiu de muito impressionado, rezando para que Nossa Senhora protegesse o Brasil de todas as coisas ruins que viriam num futuro breve.


Leia Também:
Leia Mais ►

domingo, 24 de outubro de 2010

"Não se brinca com Deus": A ERUPÇÃO DA MONTANHA PELADA

2 comentários:
Prezados leitores, Salve Maria!

Recebi esse texto de um amigo por email, e achei convenientíssimo publicar. Estamos praticamente às vésperas do segundo turno eleitoral, e a descrição que se segue aconteceu durante as eleições do dito local. Leiam e reflitam. Preparem-se, pois o texto é longo, porém recomendo, e muito, a sua leitura. 

Se naquela época um local inteiro foi castigado pelos pecados públicos impunes e não reparados, imaginem o que está por vir ao nosso mundo e à nossa nação por todos os pecados cometidos, incentivados, legitimados (ou a vir a ser) e aplaudidos? Que Nossa Senhora do Livramento rogue e interceda junto a Deus por nós... não quero nem pensar no que está a vir como castigo por causa dos pecados da humanidade...!!

-----*-*-*-----

A ERUPÇÃO DA MONTANHA PELADA (1ª parte)
“NÃO SE BRINCA COM DEUS”
A Montanha Pelada em erupção (foto tirada de um navio)


Um artigo do pe. Nicolas Pinaud.

Traduzimos o seguinte artigo da revista “Sel de la Terre”(Couvent de La Haye-aux-Bonshommes 49240 – France), do seu nº 40. A tragédia aqui narrada é uma grande lição para os nossos tempos de impiedade e de indiferença. O desprezo da Verdadeira Religião nunca é sem conseqüências...

***        

Eis a narração do drama acontecido no dia 8 de maio de 1902 na Martinica (um arquipélago situado nas Antilhas que é parte da França Ultramarina, n.d.r.). A erupção da Montanha Pelada destruiu, num piscar de olhos, a cidade de São Pedro, provocando a morte de quase 40.000 dos 100.000 habitantes que contava a Martinica nessa data. Visitando as ruínas dessa cidade, nós imaginamos o que deve ter sido a violência do cataclisma.

Os partidários do PACS e de outras abominações modernas (aborto, etc.), ganhariam em meditar sobre esse acontecimento, já que o profeta Oséias escreveu há muito tempo: “Aquele que semeia ventos, colherá tempestades” (Os. 8,7); e, mais próximo de nós, São Paulo escrevia aos Gálatas: “Ninguém se engane: não se brinca com Deus” (Ga. 6,7).

Não pensemos que estas palavras estejam ultrapassadas porque Deus se cala. “A pena é deixada para depois porque Deus é bom - escreveu Joseph de Maistre na obra “As delongas da justiça divina”- mas ela é certa porque Deus é justo.”

Parece que estas verdades nos permitem compreender essa terrível catástrofe do dia 8 de maio de 1902.

Depois de ter visitado em São Pedro o pequeno museu que reúne algumas lembranças e fotografias da cidade após sua destruição, eu perguntei à jovem antilhana que me servia de guia, se os habitantes da Martinica não tinham visto nesse cataclisma um castigo. Sem hesitação, ela me respondeu que sim. Eu lhe perguntei então qual podia ser a causa dessa punição. Essa moça, de mais ou menos 30 anos, me disse que a religião era desprezada e seus ministros eram insultados, acrescentando que talvez um padre tivesse sido morto durante o carnaval precedente de 1902.


Sinais Premonitórios

 A Montanha Pelada é um maciço que ocupa o Noroeste da Martinica e cujo ponto culminante, o Morne La Croix, tinha, antes da erupção de 1902, 1350m de altitude.

Nesse lugar, 2 crateras “dormiam” desde séculos: o lago dos Palmistes, sobre a vertente do Atlântico, e o abismo chamado l’Étang Sec (o Lago Seco), em oposição ao lago que estava sempre cheio, situado sobre a outra vertente  desse mesmo cume. A cratera do Lago Seco tinha dado, no dia 5 de agosto de 1855, alguns ligeiros sinais de vida: jatos de fumaça e cinza foram lançados a uma distância de apenas 100m.

Em 1902, desde o mês de fevereiro, primeiro um forte odor de enxofre exalou-se em direção à cidadezinha de Rivière Blanche. As serpentes e os pássaros abandonaram os flancos da montanha. Bois e carneiros rompiam suas cordas quando eram levados a pastar nas encostas da montanha; frequentemente os cães uivavam durante a noite.

Algumas poucas fumaças apareceram um pouco abaixo do cume da montanha e, nos arredores, todos os objetos de prata se cobriam de uma fina camada azulada.

Esses fenômenos duraram até a sexta-feira 25 de abril. Nesse dia, entre as 7 e 8 horas da manhã, se ouviu uma detonação subterrânea, seguida imediatamente de um tremor de terra. Duas horas mais tarde, uma fina cinza azulada, com um forte odor de enxofre, começou a cair sobre a vila de Prêcheur. Durante a tarde, a terra tremeu de novo duas vezes.

Na segunda-feira, 28 de abril, ouviram-se estrondos sobre a montanha ao mesmo tempo que colunas de vapor saíam dela. O curso d’água do ribeirão Blanche chegou a triplicar seu volume normal.

Em São Pedro da Martinica, na véspera, se realizava o primeiro turno das eleições legislativas, que eram particularmente disputadas. As paixões estavam superexcitadas e a febre política ocupava mais os espíritos que a insólita enchente do ribeirão vizinho, ou a presença ameaçante de algumas nuvens de cinza que, de resto, não tinham ainda atingido São Pedro. Os resultados do primeiro turno prometiam a vitória dos “republicanos”. As pessoas de idade se lembravam sem dúvida desses fenômenos aparecidos 51 anos antes. A Montanha expeliu cinza que não causou nenhum estrago, e depois ela adormeceu sem mais problemas.

No Les Colonies, o maior jornal socialista de São Pedro, M. Hurard, seu diretor anti-clerical, escrevia:

Para nós, habitantes da Martinica, o mês de abril foi duplamente trágico. Nós vimos duas erupções: a primeira nos espíritos, a outra na Montanha Pelada; uma eleitoral, a outra física; uma feita de discursos, de propaganda, de rum, de dinheiro e de votos; a outra de fumaça e de cinza... Que a Montanha se contente de esfumaçar e de soltar cinza! Mas, por Deus! Que ela não se ponha a tremer! Pois os corações tremeriam e dançariam também... Esta cinza é para nós um poema; esse poema já foi feito na nossa imaginação e, se o escrevêssemos, ele seria intitulado: A Cinza do Vulcão. E que chamas nós faríamos jorrar dessa cinza!...
A Montanha Pelada, vendo que os bons costumes desapareciam, quis simplesmente nos dar para comer um peixe de abril. Amável abril! Como você vai dormir, durma bem! Bem-vindo maio!

O mês de maio começou num espetáculo de desolação. A paisagem estava coberta de cinza, nem um pássaro nas árvores, nenhum ruído. De vez em quando, um estalar seco anunciava a queda de um ramo, vencido pelo peso da cinza. Enormes colunas de cinza saíam da montanha.

No dia 2 de maio, durante a manhã, os estrondos se multiplicaram e, mais ou menos às 16 horas, uma coluna de vapor negro escuro, inchada, sulcada por clarões, aparecia no cume. A cinza continuava a cair e, pela primeira vez, São Pedro foi recoberto de cinzas.

Na noite de 2 para 3 de maio, os habitantes do Morne Rouge foram despertados no meio da noite por uma espécie de canhonada subterrânea,  um tremor de terra e uma terrível explosão , tudo isso acompanhado de uma espécie de ronco contínuo, semelhante ao rugido do leão. Todo mundo saiu de suas casas. A Montanha estava coroada de clarões que saíam da cratera. O pânico se apoderou dos moradores, que se precipitaram em direção à igreja; os confessionários foram “tomados de assalto”. A multidão permaneceu ali até a manhã, esperando a morte.

Debaixo de uma chuva de cinzas que espalhavam um forte odor de enxofre, nos diz Mons. Parel, eu quis visitar Sainte Philomène, le Prêcheur, le Morne Rouge, que são a localidades mais próximas do vulcão. Essas três vilas estavam cheias de habitantes do campo, que fugiam das alturas da Montanha em direção ao litoral. As igrejas, abertas desde a véspera, estavam sempre cheias. Os padres não cessavam de batizar, de confessar e de sustentar a coragem do povo aterrorizado.

No dia 3 de maio, o governador Louis Mouttet deixou Fort-de-France (a capital da Martinica, n.d.r.) para examinar por si mesmo a situação. Ele voltou no mesmo dia à tarde, tranqüilizado pelas informações recebidas: o vulcão não tinha entrado em atividade desde já meio-século, não havia, portanto, motivo para se alarmar demais!

A “Sociedade de Ginástica” de São Pedro, que tinha organizado para o domingo seguinte uma grande excursão sobre a Montanha, refrescava assim, na imprensa, a memória de seus membros:

Aqueles que jamais desfrutaram do panorama magnífico que se oferece ao olhar do espectador maravilhado, a 1300m de altitude, aqueles que desejam ver a abertura escancarada pela qual, nesses últimos dias, saíram fumaças espessas que aterrorizaram os corações dos habitantes das povoações vizinhas, eles deverão aproveitar essa bela ocasião. Portanto, se o tempo for bom, os excursionistas passarão um dia do qual eles guardarão por muito tempo uma agradável lembrança...

A curiosidade e o entusiasmo dos voluntários foram esfriados depois da erupção ocorrida durante a noite. A excursão foi adiada sine die. O domingo, 4 de maio, foi relativamente calmo.

Na segunda-feira, 5 de maio, mais ou menos às 12:30 hs, um rio de lama negra incandescente, com uma dezena de metros de altura, saiu da cratera e como uma avalanche, num piscar de olhos, desceu da Montanha e cobriu a Fábrica de rum Guérin, as casas dos proprietários e pavilhões dos empregados. Somente a chaminé da usina, como um mastro de um navio que afunda, ficou visível algumas horas no meio dessa maré de lama que engoliu 150 pessoas.

No mesmo momento em que ocorria essa avalanche, no ancoradouro de São Pedro, o mar se retirou, como se estivesse espantado. Depois, de repente, as ondas voltaram como montanhas, e invadiram a cidade espalhando nela a consternação. Os habitantes começaram a fugir para os lugares mais altos, mas vinte minutos mais tarde tudo voltou ao normal.

Então a emoção subiu ao máximo. Algumas famílias partiram para a ilha de Santa Lúcia, muitos outros para outras povoações onde parentes e amigos podiam recebê-los provisoriamente...

As autoridades então se aplicaram a tranqüilizar a população! A pedido expresso do prefeito, o governador Mouttet e o coronel Gerbault, acompanhados de suas esposas, vieram e ficaram em São Pedro a partir de 6 de maio, o que lhes custará a vida. A “Comissão científica” nomeada pelo governador declarou, na véspera do desastre, no começo da noite, através de toda a cidade de São Pedro e ao som do tambor, “que a posição relativa das crateras e dos vales que desembocam no mar permite afirmar que a segurança da cidade de São Pedro é absoluta.”

E esta consulta solene foi afixada em Fort-de-France 3 horas depois do desastre! O Criador faz pouco da ciência dos homens. A Deus somente pertence o futuro.

Na tarde desse mesmo dia, 7 de maio, o capitão de um barco italiano parado no ancoradouro foi melhor inspirado; ele foi procurar com urgência seus papéis com o seu consignatário, que lhe disse para voltar no outro dia: “Pois bem, eu dispenso os papéis! – respondeu ele, e mostrando a Montanha Pelada, acrescentou: “Se na Itália nós víssemos o Vesúvio esfumaçar tão fortemente, todo mundo se apressaria em fugir!” No dia seguinte, os 400 barcos ancorados no porto estavam todos, à exceção de um só, incendiados e submergidos.

O jornal Les Colonies, no seu número da quarta-feira 7 de maio, o último, aquele que devia fechar sua carreira, noticiava: “(...) A emigração de São Pedro continua a se intensificar... os vapores da companhia Girard estão sempre cheios. A média de viajantes na linha de Fort-de-France, que era de 80 passageiros por dia, aumentou para 300 por dia de três dias para cá. Nós confessamos não compreender o porque desse pânico. Onde se pode estar mais seguro que em São Pedro?”

Apesar de todos esses belos discursos, escreve uma testemunha, muitos tinham medo, e se viu com terror a chegada da noite. Para aumentar a apreensão, a cidade inteira mergulhou nas trevas, pois que a energia elétrica apagou-se por causa dos fenômenos magnéticos provenientes do vulcão.

Estamos a algumas horas da catástrofe. Depois de tantos sinais premonitórios (tremor de terra, chuva de cinzas e de grafite, odor de enxofre, aquecimento das águas dos ribeirões, água do lago dos Palmistes subitamente desaparecida, destruição da usina Guérin...), parece espantoso que os habitantes de São Pedro não tivessem tido uma idéia mais justa do perigo que lhes ameaçava. A Montanha não cessava de dar as mais significativas advertências.


Porque não se evacuou a cidade?

É difícil, disse uma testemunha, responder por todos, pois cada um reagia segundo o seu próprio temperamento. Muitos sem dúvida esperavam que se o vulcão se enfurecesse em extremo, eles teriam tempo de fugir das lavas. Outros pensavam  que a expulsão desse imenso rio de lama tinha aliviado o vulcão, e que a crise tinha passado. Alguns, temendo uma grande invasão da água do mar (raz-de-marée), preferiam ir para os lugares mais altos. A erupção da ilha de Krakatoa era a causa desse medo: o vulcão Sonde tinha explodido como uma bomba gigantesca provocando um grande “raz-de-marée”.

Abandonar a própria casa era se expor seguramente à pilhagem e se expor à ruína. O número de filhos, as pessoas para cuidar, os enfermos, os doentes, foram certamente para um bom número um obstáculo à fuga. É exagerado pensar que o espetáculo impressionante desse monstro encolerizado provocava uma espécie de fascinação? Isto não é impossível.

Enfim, as eleições que continuavam a esquentar os ânimos na ilha, tinham feito nesse ano a “temperatura social” se elevar a graus jamais antes atingidos. O segundo turno da eleição devia se realizar no dia 11 de maio. Para que houvesse eleitores, o povo devia permanecer ali, convinha então tranqüilizá-lo, e o relatório da comissão científica certamente contribuiu para isto!


A Catástrofe

No dia 8 de maio de 1902, depois de uma noite de tormenta, de roncos surdos, São Pedro despertou tarde nesse dia da Ascensão. Espessas nuvens negras, opacas, escureciam o céu.

O vapor “Rubis” que deixava o porto às 6:30 hs em direção à Fort-de-France, foi tomado de assalto por numerosos viajantes. Ele foi literalmente invadido por grupos de pessoas que se agarravam em todas as partes do navio. Muitos habitantes, aterrorizados pela noite que atinham acabado de passar, se tinham resolvido a partir.

Os carrilhões tocaram todos os sinos chamando os fiéis aos primeiros ofícios do dia da Ascensão.

De repente, se ouviu uma explosão terrível. Eram 7:50hs; foi a hora fatal que ficou inscrita no relógio encontrado no hospital mantido pelos Padres de São João de Deus. Um ruído, comparável ao de centenas de sirenes de navios tocando ao mesmo tempo, encheu o ar, e uma nuvem de fumaça, inchada, espessa, negra, sulcada de clarões, escapou do vulcão entreaberto e, num piscar de olhos, se precipitou sobre a cidade, a cobriu, sufocou, abrasou, rolou sobre o mar, e depois, se dilatando em todos os sentidos, cresceu como uma montanha de cinza e de fogo.

Depois de ultrapassar a cidade, a nuvem parou subitamente, repelida por um violento vento contrário. Então se pôde perceber a cidade: uma fumaça opaca cobria a infeliz cidade com o seu véu negro e impenetrável de onde jorravam, a intervalos, milhares de flamas.

Na hora fatal, o receptor de telefone de Fort-de-France, M.Lodéon, estava desde alguns instantes conversando com o seu colega de São Pedro, quando este se calou bruscamente no meio de uma palavra inacabada. Enquanto que todas as sirenes apitavam, M. Lodéon sentiu um violento tremor elétrico e percebeu um estertor de agonia e como o ruído de um vasto desmoronamento. E, é claro, a ligação se interrompeu.

A destruição tinha se completado. 70 segundos bastaram para varrer a cidade de São Pedro da Martinica do mapa. Então, uma chuva de cinza fina cobriu o drama como uma mortalha. Da cidade só restava um braseiro, paredes despedaçadas e calcinadas, um monte indescritível de entulho e de árvores carbonizadas. Dos 40.000 habitantes que presenciaram o drama, nem um escapou; eles foram queimados, asfixiados, fulminados, eletrocutados num instante.

São Pedro da Martinica depois da catástrofe. 

As fotografias da cidade destruída nos fazem imediatamente pensar nas fotos de Hiroshima, destruída pela bomba atômica. São Pedro dá a impressão de ter sido destruída por um gigantesco sopro: a estátua de Notre-Dame-de Bon-Port, protetora dos marinheiros, foi encontrada a uma dezena de metros do seu pedestal. Ela pesava 5 toneladas e estava situada a 5 km da cratera!

Um sino da catedral foi consideravelmente deformado pelo efeito do calor. Exposto no museu do vulcão, ele é talvez a lembrança mais impressionante e que mais ajuda a fazer uma idéia da potência do cataclisma; esse sino pesa uma tonelada e parece ter sido comprimido por um “punho de ferro”!

Apenas 1 dos 400 barcos ancorados no momento do cataclisma, o Roddam, escapou ao desastre. Temos a narração feita por um de seus passageiros:

Quando a coluna de fogo e de larvas se abateu sobre a cidade, um imenso clamor se elevou; gritos de desespero e angústia. Esse clamor lúgubre e pungente foi tal, que ultrapassou em potência o ruído das ondas e o roncar do vulcão. Vimos uma multidão se precipitar para a praia. Mas os infelizes não corriam muito tempo, naquele fogo que os envolvia. Eles caíam como moscas, e os que chegaram até a beira do mar onde eles pensavam encontrar a salvação, foram de uma só vez engolidos por uma imensa lama que os arrastou. Além disso, as ondas se tinham tornado ferventes, e as pobres vítimas foram queimadas antes mesmo de se afogarem.

O barco foi recoberto com 10 toneladas de cinza incandescente, apesar da distância que o separava da praia. Ele chegou a Santa Lúcia num estado dos mais lamentáveis, a bordo só havia mortos e moribundos, ninguém sobreviveu às queimaduras sofridas.

-----*-*-*-----

A ERUPÇÃO DA MONTANHA PELADA (2ª PARTE)

Publicamos a tradução da segunda parte do artigo do Pe. Nicolas Pinaud sobre a tragédia que se abateu sobre a cidade de São Pedro da Martinica no início do século XX (tirado da revista Sel de la Terre, publicada pelos frades dominicanos de Avrillé). Constataremos agora porque se pode afirmar que essa catástrofe é um verdadeiro castigo de Deus à profanação dos homens ímpios e à indiferenças dos fiéis. 

Ruínas da cidade de São Pedro da Martinica após a erupção. 


Porque o drama de 8 de maio de 1902 é um castigo? 

Recentemente, o filme Titanic suscitou muitos artigos da imprensa. Mas jamais se fez menção das inscrições blasfemas feitas sobre seu casco durante sua construção: nem se menciona que sua destruição, antes mesmo de terminar sua primeira viagem, poderia ser uma resposta divina aos ataques dos homens. Da mesma forma, no que diz respeito à erupção de 1902, não se encontrará menção desta possível explicação em nenhum trabalho recente, em nenhum guia turístico, mas ela persiste no coração dos antigos, e os mais novos ouviram falar dela, como essa antilhana que me fazia visitar o museu do vulcão... 


A espada de fogo 

Durante o ano que precedeu a catástrofe relatada, ocorreram no convento do Livramento presságios sinistros, sinais espantosos, pressentimentos, dolorosas intuições. 

Nove meses antes da erupção, duas Irmãs que residiam em São Pedro, no mesmo dia, ainda que encontrando-se em lugares diferentes, viram uma espada de fogo pairar sobre a cidade, como que retida por uma mão invisível. Espantadas, perguntavam-se, cada uma de seu lado, o que isto poderia significar... Consternadas, elas guardaram seu segredo até a hora da recreação. Então uma delas disse à suas Irmãs reunidas: “Oh! Eu vi uma coisa extraordinária e espantosa!” A segunda religiosa, testemunha do prodígio, respondeu-lhe: “Irmã, é impossível que a senhora tenha visto algo de mais espantoso e extraordinário do que o que eu vi.” Diante da insistência das outras Irmãs que pediam explicação, elas fizeram a mesma declaração: visão muito clara de uma espada de fogo que pairava sobre a cidade de São Pedro. 

Na mesma época, um fato extraordinário aconteceu no Morne Rouge, numa outra casa da mesma comunidade religiosa. Durante vários dias seguidos, “uma de minhas Irmãs e eu, - relata Ir. Margarida-Maria - nós encontramos as cortinas de nossos leitos cobertas de grandes manchas vermelhas semelhantes a sangue. As cortinas foram renovadas três vezes e, cada vez, o mesmo fenômeno se reproduzia: sobretudo um leito tinha as cortinas particularmente atingidas.” Estupefação na comunidade. “Que significa esse fato estranho? - diziam entre si as religiosas - talvez seja um anúncio de martírio.” “Quanto a mim, pensando nos progressos da perseguição religiosa, eu vi nisso um presságio de massacre...” 

Também no Convento do Livramento de Morne Rouge, durante os três meses que precederam o cataclisma, ouvia-se à noite, nos grandes corredores, soluços, suspiros e orações; durante o carnaval. Esses fatos se produziram mesmo durante o dia, ruídos de soluços eram percebidos em vários pontos do convento. Na terça-feira do Carnaval, no momento em que a comunidade confessava suas culpas na igreja, a Rev. madre superiora, retida por casa de doença na sala da comunidade, ouviu um choro na porta. O ruído foi tão forte que ela enviou uma religiosa que cuidava dela a ver se não havia alguém no corredor... Mas a religiosa não encontrou ninguém. 

Contam-se ainda outros fatos misteriosos: uma imagem de Nossa Senhora de Lourdes, cuja fisionomia sorridente mudou repentinamente para exprimir uma grande tristeza, ruídos de pratos quebrados num convento de religiosas, uma lâmpada que estremeceu.


Um castigo... Para punir qual crime?

A esta questão, a jovem que nos guiava nesse pequeno museu, de que eu lhes falei, não me respondeu dizendo: - “para punir os brancos por causa da escravidão...”, cuja festa da abolição se comemora nesse ano o 150º aniversário. - ou: “para punir os costumes relaxados”. É verdade que as uniões ilegítimas eram de longe as mais numerosas, e que a rua das prostitutas era muito freqüentada. O último mandamento do bispo D. Cormont era um apelo insistente a seus diocesanos para os exortar a regularizar as uniões ilegítimas e a respeitar as leis do casamento. Não, ela mencionou sem hesitar os pecados contra a religião. 

Citemos a obra de Louis Garaud, Três anos na Martinica: 

(...) Jamais as Saturnais em Roma, nem os Bacanais na Grécia, ofereceram um semelhante espetáculo; nem a festa dos loucos, na Idade Média, ostentou tamanho desvario de alegria. A imaginação não pode conceber semelhantes loucuras, um delírio tão envolvente... 

São Pedro, classificada como 101º cidade da França pelo seu luxo e conforto, desenvolvia todos os vícios que a moleza pode gerar. A Fé não era somente objeto de indiferença, ela era desprezada e insultada publicamente por um pequeno número, ao menos sob a instigação da loja maçônica de São Pedro, que era poderosa e muito ativa. O carnaval, que toma proporções inimagináveis nas Antilhas, se dedicou naquele ano a atacar a religião. Os participantes, disfarçados de religiosos ou religiosas, zombavam da religião. Algumas testemunhas afirmam que D. Cormont teve que encurtar a procissão de Corpus Christi precedente em razão dos insultos e das pedras que o cortejo recebia! 

D. Cormont teve mesmo que deixar a Martinica alguns meses antes da catástrofe a fim de acalmar os espíritos. Com efeito, uma polêmica muito viva se tinha levantado devido ao fato que ele queria conceder uma promoção a um de seus sobrinhos que era padre, quando um mais antigo disputava o lugar... cada um deles tinha os seus partidários! 

Na sua partida, algumas pessoas, estimuladas pela Maçonaria, tinham-lhe jogado pedras. D. Cormont se voltou para elas dizendo: “Os senhores nos lançam pedras, o vulcão as devolverá.” Estávamos no dia 10 de abril! 

No seu livro Peregrinação fúnebre às ruínas de São Pedro, U. Moerens escreveu, na pág. 60: 

Uma imprensa excessivamente violenta e ímpia se esforça em descristianizar este infeliz país. Com uma visão estreita e intolerante, aqueles que assumiram a missão de dirigir a opinião pública não cessam, sob qualquer pretexto, de espalhar a blasfêmia e de desprezar tudo o que há de mais respeitável e de mais sagrado. 

Essa obra sectária produzia seus frutos. Mas é verossímil que foi a ignóbil profanação da Sexta-Feira Santa, 28 de março de 1902 que provocou a cólera de Deus.

Apoiada pelo testemunho de um dos habitantes da Martinica, essa notícia apareceu sob o título “Cristo no vulcão”, no dia 5 de setembro de 1902, num dos maiores jornais parisienses: 

No dia 28 de março último: Sexta-Feira Santa. Nossa alegre cidade colonial se desperta nessa manhã tão calma, tão cheia de frescor, característica das manhãs tropicais. Atrás das varandas entreabertas, se pode perceber as donas-de-casa que se apressam a pôr tudo em ordem a fim de se dirigirem às igrejas. O sol se levanta docemente no horizonte. A hora do almoço chega e cada um vai romper o jejum, mas somente com um leve prato “à moda crioula”: bacalhau com arroz. Entretanto, um grupo barulhento se dirige para um dos principais hotéis da cidade onde uma festa está preparada. São os representantes do livre-pensamento, que, para provar sua independência de espírito, vão comer com fanfarronada os alimentos mais gordos que eles podem inventar, para se contrapor assim à abstinência universal. Numerosas garrafas são abertas e rapidamente esvaziadas; e, quando esse bando diabólico está suficientemente embriagado, ele se põe a percorrer as ruas da pequena capital a vociferar nomes imundos e a ridicularizar a imagem de Cristo que eles trouxeram consigo.
Ei-los em pouco tempo fora da cidade, no caminho que leva à montanha. Diante deles, a montanha se eleva majestosa, destacando o seu cume recortado sobre o azul do céu, e catorze vezes, no meio de blasfêmias infames, esse grupo para, fazendo estações para parodiar a Via-Sacra e desprezar as cenas da Paixão que a Igreja canta nesse momento de maneira tão dolorosa. Eles sobem, sobem, cada vez mais agitados, inventando a cada passo as mais horríveis blasfêmias. Por fim, ei-los no cume... Eles contornam o lago de águas tranqüilas, chegam junto à boca escancarada do vulcão e lá, no meio de uma dança infernal, uivando e gesticulando, eles precipitam no fundo do abismo a imagem daquele que, há dezenove séculos morreu na cruz para resgatar as almas desses criminosos. No dia da Ascensão, entre os estertores dos mortos e gritos de espanto, o vulcão respondia aos que tinham insultado Jesus Cristo, fazendo a cruz subir de novo aos céus. 

Com efeito, nesse ano de 1902, a quinta-feira, 8 de maio, caía no dia da Ascensão... Acaso? 

Evidentemente, os livre-pensadores não tinham nenhum interesse em que esta história fosse conhecida. Ela foi considerada como uma fábula, uma invenção dos católicos e, hoje, ela nunca é citada.


Verdade ou Fantasia?

Esse triste acontecimento foi autenticado por Melânia, a menina que viu Nossa Senhora em La Salette, à qual o Pe. Combe interrogará a respeito dessa catástrofe.

- A senhora já sabia há muito tempo que essa catástrofe aconteceria? 
- Sim [respondeu Melânia]. 
- Sabia disso através da aparição de 1846? 
- Não [respondeu ela]. 
É necessário arrancar-lhe tudo [retoma o Pe. Combe], e ainda assim ela só responde com um sim ou com um não. 
- Você viu a erupção. Então, fale. 
- Ah, padre, eu estava no meio dela. 

Na sexta-feira 16 de maio de 1902, o Pe. Combe escreve : 

Eu percebi, embaixo de seu fogareiro, entre os papéis para queimar, uma carta de anúncio de falecimento de Madame X, viúva, no verso da qual Melânia tinha escrito no tempo futuro os próximos castigos que se abateriam sobre a Martinica: “Nós não o roubamos, mas o compramos e o arrancamos da mão de Deus. Ele não vai se contentar de advertir uma só vez suas amadas criaturas que Ele tanto ama, nem duas, e mesmo quando sua justiça pede à sua glória para vingar à sua misericórdia ultrajada, esse bom Divino Mestre adverte, mas como que ocultando isto à sua justiça. Ele faz sentir docemente alguns tremores de terra incomuns. É assim que ele vai fazer nessas pequenas Antilhas Francesas. Durante mais de seis dias, haverá pequenos tremores intercalados por outros um pouco maiores. Mas ai! Os homens têm ouvidos mas não ouvem. Por fim, no dia 8 de maio de 1902, o fogo devorador cai sobre uma das principais cidades da Martinica: São Pedro, a devora e a cobre de cinzas e de ruínas de toda espécie. Além da destruição dessa cidade, três outros lugares serão atingidos pelo mesmo fogo com vítimas, sem contar os danos nas propriedades. O fogo não se terá acalmado inteiramente na sua caverna. 12 dias depois do primeiro cataclisma, Fort-de-France chorará e muitos outros chorarão também” 
- Esta meditação, a senhora a escreveu no dia 8, antes da erupção [lhe pergunta o pe. Combe]? Até aqui só a cidade de São Pedro foi destruída, já se fala de 30.000 vítimas. 
- Há 40.000 [responde Melânia]. 
- Como a senhora viu por antecipação a destruição de são Pedro? Poderia me dizer o nome desses lugares que terão a mesma sorte? [pergunta o Pe. Combe]. 
- Curbet ou Curba, é um nome mais ou menos assim [responde Melânia]. 

Por ocasião de uma nova catástrofe que causou mil vítimas, os jornais (Le Pèlerin de 14 de setembro de 1902) deram para a catástrofe de maio, depois de uma pesquisa feita nos lugares atingidos, a cifra de 40.000 mortos. 

No dia 22 de maio, o Pe. Combe anota: 

Eu desejava uma previsão cuja anterioridade fosse para mim materialmente certa, e eis que eu fui atendido. Notícia chegada nessa manhã: “Cabogramas oficiais sobre a erupção dos dias 19 e 20 de maio são bem sucintos, mas já se sabe que uma vila: Le Carbet, situada sobre a costa a alguns kilômetros de São Pedro, foi parcialmente destruída”.
Eu lhe perguntei:
- Que crimes espantosos, além da impureza, puderam atrair, sobre essas populações, consideradas muito católicas, semelhante tragédia? 
Ela me contou que, “na última Sexta-Feira Santa, um grande crucifixo de mais de um metro foi arrastado nas ruas de São Pedro com uma corda, e em seguida na subida de uma montanha e, chegado junto a uma cratera, foi precipitado lá dentro.” 
- Para atrair a maldição de Deus sobre todo o lugar, esse sacrilégio foi portanto perpetrado por uma multidão de homens e mulheres? [pergunta o Pe. Combe]. 
- Não, somente alguns [explicou Melânia], no entanto se lhes deixou agir e uma dúzia de meninos os seguia. A montanha rachou no mesmo lado na manhã da Ascensão. Como Deus pode punir dessa maneira? Considere. É a justiça? Nos tempos de verdadeira fé houve também profanações. A diferença é que as profanações eram denunciadas, e alguns foram pesadamente condenados pelo poder civil; outros foram castigados de maneira miraculosa. No caso da Martinica, a profanação foi pública, se deixou fazer; os meninos seguiam; entre a Sexta-Feira Santa e a quinta feira da Ascensão ouviu-se dizer que foram feitas preces de reparação ou que o clero organizou procissões, penitências públicas que teriam desarmado a cólera de Deus? (ver: “A Aparição da Santíssima Virgem”, de M. H. Bourgeois – cassette audio nº 4b) 

Depois da destruição de São Pedro, foram necessários dois dias antes que se pudesse por os pés sobre a cinza fervente que cobria o solo da cidade destruída. (Isto torna muito difícil a sobrevivência de um prisioneiro na sua cela, como afirmou de Cyparis, que o circo Barnum mostrou em espetáculo durante anos, como um sobrevivente de São Pedro). 

Um detalhe contado por um dos primeiros que se aventuraram a entrar na cidade parece confirmar que o cataclisma foi um castigo pela impiedade. 

No meio de um caos de ruínas, eles não conseguiram mais reconhecer a geografia da cidade, que lhes era, no entanto, bem familiar. Por toda parte se amontoavam cadáveres carbonizados, putrefactos, espalhando um odor insuportável que viciava a atmosfera... Na catedral, um confessionário ficou lá em pé, intacto. Perto dali, num pedaço de parede, um cartaz tinha sido apenas lambido pelas chamas enquanto que outros tinham sido completamente carbonizados: “Jesus Cristo no pelourinho! A Virgem na estrebaria!”, dizia a espantosa inscrição, pois o espetáculo que se oferecia aos olhares bem parecia uma resposta a esta blasfêmia. 

Uma coluna de 300 metros de altura permaneceu fixada no cume do vulcão durante muitos anos. Com o tempo, ela se enfraqueceu e desapareceu. À noite, ela se tornava “incandescente”, o que era impressionante. Não era isto o dedo de Deus mostrando a justiça divina: “Aquele que semeia ventos, colhe tempestade?”

No dia 16 e no dia 20 de maio, novas erupções fizeram novas vítimas: curiosos e, sobretudo ladrões que vinham como abutres para despojar os cadáveres de seus bens. Depois de 20 de maio, encontrar-se-ão mortos deitados sobre um saco de prataria que eles se preparavam para levar; um outro foi encontrado sobre um cadáver ao qual ele parecia estar arrancando uma jóia!... 

A erupção do dia 20 de maio, que foi muito forte, teve um efeito sanitário. Ela sepultou os cadáveres, evitando assim o desenvolvimento de epidemias. 

A última erupção devastadora foi a de 30 de agosto de 1902, que destruiu a cidade vizinha de Morne Rouge, provocando a morte de 2.000 pessoas. A igreja foi totalmente destruída, mas, no meio da ruína, os sobreviventes encontraram, um pouco enegrecida, a imagem de Nossa Senhora do Livramento, conservada milagrosamente. Ela permaneceu de pé e intacta sobre o seu pedestal que não foi abalado. 

Desde então, os habitantes da Martinica fazem, no dia 30 de agosto, uma grande procissão em honra de sua padroeira.

Na tormenta, olhe para a estrela, invoque Maria. 

Outro detalhe de São Pedro da Martinica depois da erupção.

FIM

---------------
Fonte: Boletim "Veritati" números 1 e 2 dos religiosos da Familia Beatae Mariae Virgini

Leia Mais ►

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

O Tempo Presente e as Profecias de Santa Brígida

2 comentários:

(Nosso Senhor a Santa Brígida) Referindo-se aos Últimos Tempos, disse:

“40 anos antes do ano 2000, o demônio será deixado solto, por um tempo. Um sinal dos eventos que marcarão o fim dos tempos”, continua Santa Brígida, “será: Os sacerdotes deixarão de usar hábito santo e se vestirão como pessoas comuns; as mulheres se vestirão como os homens e os homens como as mulheres”. “… Esta é a hora de Satanás, que tem a infame intenção de destruir a Minha Criação. Grita, a alta voz, Minha filha, porque esse dia está próximo e Satanás apressa-se a devastar nação a nação. O Meu Coração está despedaçado…”

---------------
Fonte: Index Bonorvm

Leia Mais ►