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quinta-feira, 7 de junho de 2012

Festa do Corpo de Deus – Corpus Christi

2 comentários:
corpus_christiQue é a festa do Corpo de Deus?
 
É uma solenidade instituída em honra do santíssimo Sacramento. É marcada para a quinta-feira imediata ao domingo da santíssima Trindade.
 
Em todos os tempos, prestou-se um culto de adoração ao Sacramento augusto que encerra o corpo e sangue de Cristo, a sua natureza divina e humana. Nos escritos dos historiadores e doutores, em todas as práticas da Igreja Católica, nos monumentos das catacumbas, etc., esse culto vem revelado. Todavia, durante longos séculos, não houve festa particular da santíssima Eucaristia. Pensava-se que a celebração diária do sacrifício divino, honrava bastante o santíssimo Sacramento. Uma humilde filha da Bélgica, dos arredores de Liège, a bem-aventurada Juliana do Monte Cornilhão, para os fins do século XIII, tomou a iniciativa de homenagens mais importantes, e obteve, em 1246, a instituição de uma festa especial pelo bispo de Liège.
 
O papa Urbano IV aprovou, em 1264, essa solenidade para a Igreja inteira, e pediu, a Santo Tomás de Aquino, compusesse o magnífico ofício do santíssimo Sacramento. Em 1316, João XXII estabeleceu as procissões triunfais que rematam condignamente tão bela festa. Outros soberanos pontífices concederam indulgências preciosas aos ofícios e bênçãos que se dão durante a oitava em honra do santíssimo Sacramento.
 
Por que instituiu a Igreja a festa e procissão do santíssimo Sacramento?
 
1º Para fazer profissão pública de sua fé na Eucaristia. 2º Para mais solenes homenagens de reparação e expressão de nossa fé e de nosso amor.
 
1º Para fazer profissão pública de sua fé na Eucaristia. A presença real de Jesus Cristo no santíssimo Sacramento é um dos dogmas mais importantes na nossa sagrada religião. Ora, já no século XI, a heresia tinha atacado esse mistério; a piedade dos povos podia ficar abalada, e por outra parte, os séculos vindouros deviam presenciar as investidas mais furiosas do protestantismo contra nossos sublimes mistérios. À negação ou à indiferença, opõe a Igreja, nessas solenidades, homenagens mais respeitosas, adorações mais profundas.
 
2º Jesus Cristo, no santíssimo Sacramento, merece nossas adorações e nossa gratidão; acontece infelizmente muitas vezes esquecer-nos da sua presença, e procedermos para com ele como indiferentes e até como ingratos. Os ofícios e as procissões da festa do Corpo de Deus são homenagem de reparação, e, no mesmo tempo, a expressão mais solene de nossa fé, de nosso amor.
 
Que devem fazer os fieis para bem celebrar a festa do Corpo de Deus?
 
Os fieis devem: 1º contribuir à beleza das cerimônias, adornando os altares e ruas por onde passar o santíssimo; 2º assistir à missa e quanto possível às procissões com fé e recolhimento; 3º multiplicar os protestos de respeito e amor.
 
Os fieis devem: 1º contribuir à beleza das cerimônias, adornando os altares e ruas onde passar o santíssimo Sacramento. Nesses altares especiais, enfeitados com o maior apuro, coloca-se um instante a custódia, para o séquito, e cantam-se algumas estrofes em honra da divina Eucaristia; depois, o celebrante reza a oração e dá a bênção. É uma honra erguer a Nosso Senhor altares onde se dignará descansar, como também embelezar ruas e casas na passagem do Rei do céu.
 
2º Assistir à missa e quanto for possível às procissões e às bênçãos, com fé e recolhimento; pois a melhor homenagem que Nosso Senhor pode desejar é a presença de seus filhos, e a maior honra que cobiça, é a expressão de nossa fé e nossos sentimentos piedosos.
 
3º Multiplicar os nossos protestos de respeito e amor para com Nosso Senhor no santíssimo Sacramento; não é um espetáculo curioso apenas que presenciamos, não: é a majestade divina sob o véu do mistério que devemos adorar.
 
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Monsenhor CAULY. Curso de Instrução Religiosa: Tomo I – Catecismo explicado: Dogma, Moral, Sacramentos, Culto. São Paulo: Livraria Francisco Alves, 1924, p.573-576.
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quinta-feira, 23 de junho de 2011

Da festa do Corpo de Deus

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Por São Pio X

Qual a festa que se celebra na quinta-feira depois da festa da Santíssima Trindade?

Na quinta-feira depois da festa da Santíssima Trindade celebra-se a solenidade do Santíssimo Sacramento, ou do Corpo de Deus: Corpus Christi.

Não se celebra a instituição do Santíssimo Sacramento na Quinta-Feira Santa?

A Igreja celebra na Quinta-Feira Santa a instituição do Santíssimo Sacramento; mas, como então está ocupada principalmente em cerimônias de luto, pela Paixão de Jesus Cristo, julgou conveniente instituir outra festa particular para honrar este mistério com plena alegria.

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quinta-feira, 3 de junho de 2010

Festa de Corpus Christi: Solenidade do Corpo de Deus

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Exulta et lauda, habitatio Sion; quia magnus in medio tui Sanctus Israel — “Exulta e louva, morada de Sião, porque o Grande, o Santo de Israel, está no meio de ti” (Is. 12, 6).

Sumário. Para celebrarmos com fruto a Solenidade do Corpo de Deus, conformemo-nos ao espírito da Igreja, que com a instituição da festa de hoje quis tributar a seu divino Esposo um tríplice preito: primeiro, um preito de veneração, em compensação das humilhações a que se sujeitou por nós; segundo, um preito de gratidão, pelo dom tão grande da Santíssima Eucaristia; terceiro, um tributo de reparação, para desagravá-lo das injúrias que continuamente recebe neste divino Sacramento.

I. Consideremos os elevados fins que nossa Mãe a santa Igreja teve em mira pela instituição da festa do Santíssimo Sacramento com oitava solene. Com todo esse esplendor de missas, procissões e outros exercícios piedosos ela quer tributar a seu divino Esposo um tríplice preito, de veneração, de gratidão e de reparação.

Um preito de veneração para compensar-lhe de algum modo o estado de aniquilamento e humilhação a que se quis sujeitar e ainda se sujeita continuamente para ficar conosco sobre os altares; onde, na palavra de São Bernardo, esconde a sua divindade, esconde também sua humanidade, só deixando ver as aparências de pão para assim patentear a ternura do amor que nos tem: Latet divinitas, latet humanitas, sola patent viscera caritatis.

Quis a Igreja também tributar a Jesus Cristo um preito de gratidão, por um dom tão grande, no qual fez o supremo esforço de seu amor para com os homens. — “O Esposo”, diz São Pedro de Alcântara, “para consolar a sua Esposa durante a sua longa ausência, quis dar-lhe uma companhia; e instituiu este Sacramento, no qual reside em pessoa: era a melhor prova que lhe podia dar do seu amor”. Justo pois era que a Igreja excitasse os fiéis, seus filhos, por uma solenidade especial a agradecerem a Jesus sua amorosa presença e a venerarem com afetos de gratidão.

Finalmente, com a festa de hoje, a Igreja quer tributar a Jesus um preito de reparação, afim de o desagravar de tantas ofensas que ele recebe continuamente neste divino Sacramento. A Igreja vê que a maior parte dos homens recusa adorá-lo e reconhecê-lo pelo que é neste adorável mistério. Sabe que mais de uma vez estes mesmos homens chegaram a calcar aos pés as hóstias consagradas, a lançarem-nas ao lodo, à água, ou às chamas. O que mais a aflige é ver que também a maior parte dos que crêem na Eucaristia, em vez de repararem tantos ultrajes por testemunhos de respeito e piedade, vêm aumentar a dor de Jesus pelas suas irreverências nas igrejas, ou deixam-no só sobre o altar, desprovido por vezes de lâmpada e dos ornamentes mais indispensáveis. Oh, que negra ingratidão!

II. Meu irmão, procura conformar-te ao espírito da Igreja e tributa a Jesus o tríplice preito de veneração, de gratidão e de reparação, assistindo com fé ás missas e outros exercícios piedosos, aproximando-te da santa comunhão e visitando-o nestes dias com mais freqüência.

+ Senhor meu Jesus Cristo, que por amor dos homens ficais noite e dia no Sacramento do altar, onde, cheio todo de misericórdia e bondade, chamais e acolheis todos os que Vos vêm visitar: eu creio que estais presente neste Sacramento. Desde o abismo de meu nada, Vos adoro, e graças Vos dou por todos os benefícios que me tendes feito; especialmente porque Vos destes a mim neste Sacramento, me concedestes por advogada vossa Mãe, a Santíssima Virgem Maria, e me chamastes a Vos visitar nesta igreja. Saúdo hoje o vosso Coração amantíssimo, e quero saudá-lo por três fins: 1º. em reconhecimento deste grande dom; 2º. em reparação de todos os ultrajes que dos vossos inimigos tendes recebido neste Sacramento; 3º. na intenção de Vos adorar, por esta visita, em todos os lugares do mundo, onde sois menos reverenciado e mais abandonado neste Sacramento.

Amo-Vos, meu Jesus, de todo o meu coração. Pesa-me, de ter, no passado, desagradado tantas vezes vossa bondade infinita. Proponho, com o socorro de vossa graça, não Vos ofender mais no futuro. E nesta hora, miserável como sou, me consagro todo a Vós; eu Vos dou e sacrifico minha vontade, meus afetos, meus desejos, e todos os meus interesses. D’ora avante fazei de mim, e de tudo que é meu, o que for de vosso agrado. Somente peço e quero o vosso santo amor, a perseverança final e a graça de cumprir perfeitamente a vossa vontade, — Recomendo-Vos as almas do purgatório, principalmente as mais devotas do Santíssimo Sacramento e de Maria Santíssima. Recomendo-Vos também todos os pobres pecadores. Enfim, amadíssimo Salvador meu, uno os meus afetos aos afetos do vosso Coração amantíssimo, e assim unidos, ofereço-os a vosso Eterno Pai, pedindo-lhe em vosso nome que por vosso amor se digne de os aceitar e atender[1].

[1] Indulgência de 300 dias cada vez; indulgência plenária uma vez por mês.

LIGÓRIO, Afonso Maria de. Meditações: Para todos os Dias e Festas do Ano: Tomo Segundo: Desde o Domingo da Páscoa até a Undécima Semana depois de Pentecostes inclusive. Friburgo: Herder & Cia, 1921, p. 151-154.
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