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sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Exaltação da Santa Cruz » Atividade para crianças

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Por Melissa Bergonso
 
Neste dia da Festa da Exaltação da Santa Cruz é bom também fazer alguma atividade com as crianças. Eu sugiro dar desenhos para colorir, como o da figura abaixo. As crianças vão gostar!
 
Exaltação da Santa Cruz - Figura para colorir
 
Outra sugestão para trabalhar com as crianças é fazendo bolachinhas em forma de cruz. É possível fazer bolachinhas neste formato com qualquer massa que dê para cortar com forminhas ou modelar.
 
Nestas duas sugestões, seja enquanto as crianças pintam o desenho ou enquanto cortam ou modelam a massinha das bolachas, você, mamãe, pode ir falando sobre o amor que Jesus nos têm e que, por amor dos homens e pela sua salvação, morreu pendido numa cruz.
 
Nós Vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e Vos bendizemos, porque pela Vossa Santa Cruz remistes o Mundo.
 
“E quando eu for levantado da terra, atrairei todos os homens a mim”. (Jo 12, 32)
 
Salve Maria Santíssima!!
 
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Exaltação da Santa Cruz (14 de Setembro)

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Relíquia da Santa CruzA festa de hoje teve primeiramente por objeto único a descoberta da Santa Cruz, levada a efeito por Santa Helena, e a dedicação das basílicas constantinianas, consagradas no dia 14 de Setembro de 335. Mais tarde porém, a memória de outro acontecimento veio a tomar o lugar dos que referimos, e foi a restituição da Santa Cruz feita pelos persas em 629. Com efeito, em 615, Cósroas, rei dos persas, apoderava-se de Jerusalém e da Relíquia de Vera Cruz. Quatorze anos mais tarde, o imperador Heráclio derrotou Cósroas e exigiu dele a entrega da preciosa relíquia. Entretanto em Jerusalém, quis levar ele mesmo a Santa Cruz com grande pompa real para a repor no Calvário. Caminhava coberto de ouro e pedrarias com a Cruz do Senhor às costas, quando, de repente, às portas da cidade que dão para o Calvário, se sentiu preso por uma força invisível que o não deixou prosseguir. Zacarias, Bispo de Jerusalém e testemunha presencial do fato, advertiu então: «Com essas vestes, estais longe de imitar a pobreza de Jesus Cristo e a humildade com que levou a Cruz». Heráclito despojou-se então das vestes riquíssimas que envergava, descalçou-se, cobriu-se com um manto ordinário e pôde sem dificuldade levar a Santa Cruz até o Calvário. A morte do Senhor na cruz foi simultaneamente o seu triunfo e sacrifício. Ele o predissera na véspera da Paixão: «É agora que o príncipe deste mundo vai ser lançado fora: e quando eu Me elevar da Terra, tudo atrairei a Mim». São Paulo constata-o por seu lado ao salientar que a exaltação de Cristo assenta no sofrimento e tira para nós a consequência: «Devemos gloriar-nos na Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo». Unamo-nos em espírito com os fiéis que na basílica de Santa Cruz de Jerusalém em Roma, veneram hoje as relíquias da Santa Cruz, em que se operou o mistério da redenção dos homens.
 
1ª Vésperas da Missa da Festa da Exaltação da Santa Cruz:
 
Introito (Gal 6, 14): Nós, porém, devemo-nos gloriar na Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo, de Quem nos vem a salvação, a vida e a ressurreição; por Quem fomos salvos e livres. Que o Senhor tenha compaixão de nós e nos abençoe. Que nos ilumine com a Sua face e se compadeça de nós. Glória ao Pai.
 
Oratio: Ó Deus, que hoje nos alegrais com a anual solenidade da Santa Cruz, fazei que, venerando na Terra o seu mistério, mereçamos alcançar no Céu o prêmio da redenção que nela se operou. Pelo mesmo Nosso Senhor Jesus Cristo.
 
Graduale (Fil 2, 8-9): Cristo fez-se obediente por nós até à morte e morte de cruz. E foi por isso que Deus O exaltou e Lhe deu um nome acima de todo o nome.
 
Aleluia: Ó bendito lenho e benditos cravos que tão suave peso sustentastes, só vós fostes dignos de sustentar o Rei e Senhor dos Céus. Aleluia.
 
*Sim, meu Senhor, diz São Leão, Vós arrebatastes tudo a Vós, logo que o universo inteiro, ao ver que pelo dia todo de balde estendias as mãos a um povo incrédulo e ingrato, compreendeu que se devia aproximar e render homenagem à Vossa majestade*.
 
Evangelii: Ler João 12, 31-36.
 
Offertorium: Protegei, Senhor, o vosso povo como sinal da Santa Cruz e defendei-o das ciladas do inimigo, a fim de que Vos seja grato o nosso ministério e aceite o nosso sacrifício. Aleluia.
 
Secreta: Devendo alimentar-nos com o corpo e sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo, que santificou o estandarte da Cruz, nós Vos suplicamos, Senhor e nosso Deus, que, havendo merecido adorá-la na Terra, alcancemos no Céu os frutos da sua redenção. Pelo mesmo Nosso Senhor.
 
Communio: Pelo sinal da Cruz defendei-nos de todos os inimigos, Senhor.
 
Postcommunio: Sede conosco, Senhor e nosso Deus, e defendei-nos com o auxílio da Santa Cruz, à qual com alegria vimos tributar as honras que merece. Por Nosso Senhor.
 
Relíquias da Basílica de Santa Cruz em Roma
 
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Missal Quotidiano e Vesperal: por Dom Gaspar Lefebvre. Bruges, 1951, p. 1614-1616.
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quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Cupcakes para a Festa da Exaltação da Santa Cruz

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Prezados leitores, Salve Maria!

Para comemorar a Festa da Exaltação da Santa Cruz trago uma sugestão do blog My Catholic Kitchen: Cupcake de chocolate com cobertura branca, que pode ser ou de glacê ou de chantilly. A decoração fica à gosto. Pode-se utilizar bico de confeitar para colocar o glacê e também  jogar confeites coloridos por cima, ou como estes, de bolinhas prateadas, fica muito singelo. A cruz pode ser comprada; acho que é possível encontrar cruzinhas pequenas de plástico em lojas de artigos religiosos. Outra opção é fazê-las de chocolate, ou utilizando forminhas [não sei se existem para comprar] ou  mesmo utilizando bico de confeitar. Se for usar o bico de confeitar, as cruzinhas deverão ser traçadas sobre uma folha de papel manteiga, pois fica mais fácil para retirá-las depois, sem quebrá-las. Aí é só esperar que sequem, retirá-las do papel manteiga e fixá-las sobre os bolinhos. Caso vocês prefiram fazer as cruzinhas de chocolate branco, procurem aquele que é especial para trabalhar com moldes e confeitos de bolo. Eles secam mais rápido e não derretem quando ficam expostos em temperatura ambiente.

Quem souber inglês pode acessar o blog My Catholic Kitchen e ver a receita original do cupcake da foto.

E para completar, uma importante meditação para o dia de hoje:

"E quando eu for levantado da terra, atrairei todos os homens a mim. Dizia, porém, isto, significando de que morte havia de morrer" (Jo 12, 32-33).

Feliz dia da Exaltação da Santa Cruz!

Que Nosso Senhor Jesus Cristo, que sofreu tanto por causa de nossos pecados, nos dê a graça de carregarmos nossas cruzes com amor e gratidão e de sofrermos tudo, com paciência e resignação, por amor a Deus.

Fiquem com Deus!
Em Cristo, no amor de Maria Santíssima,
Melissa Bergonso


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Festa da Exaltação da Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo - 14 de Setembro

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Por Santo Afonso Maria de Ligório

Mihi absit gloriari, nisi in cruce Domini nostri Iesu Christi; per quem mihi mundus crucifixus est, et ego mundo — «De mim esteja longe o gloriar-me, senão na cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo; por quem o mundo está crucificado para mim, e eu para o mundo» (Gal 6, 14).

Sumário. Esta terra é um lugar de merecimentos e, portanto, também de sofrimentos. Para nos exortar à paciência, Jesus Cristo levou uma vida de sofrimentos contínuos, e é a exemplo de Jesus que todos os santos abraçaram as tribulações com alegria, de modo que nenhum deles chegou à glória senão por um caminho semeado de espinhos. Que vergonha para nós! adoramos a santa Cruz, gloriamo-nos de combater sob este estandarte triunfante, de ser herdeiros dos santos, e somos-lhes tão dessemelhantes! Há de ser sempre assim?... Senhor, enviai-me as cruzes que as minhas culpas merecem, mas dai-me também força para carregá-las com paciência.

I. Esta terra é um lugar de merecimentos, e por isso também de sofrimentos. A pátria na qual Deus nos preparou o descanso em gozo eterno, é o paraíso. É pouco o tempo de passar aqui, mas nesse pouco tempo são muitos os sofrimentos a suportar. De ordinário, quando a Providência divina destina alguém a coisas grandes, prova-o também por meio de maiores adversidades. — Um dia Jesus Cristo apareceu à Bem-aventurada Batista Varani e disse-lhe que há três benefícios escolhidos que concede às almas suas prediletas: o primeiro é o de não pecar; o segundo o de praticar boas obras; o terceiro e maior de todos, o de fazê-la sofrer por amor dele.

Mais belas ainda são as palavras que o mesmo Jesus Cristo dirigiu a Santa Teresa: «Minha filha», disse-lhe, «pensas porventura que o merecimento está em gozar? não, está em padecer e amar. Crê, pois, minha filha, que aquele que é mais amado de meu Pai, recebe dele maiores sofrimentos; e o pensar que sem sofrimentos ele admite alguém à sua amizade é uma pura ilusão». — Sendo, porém, que a natureza humana por si mesma aborrece tanto os sofrimentos, o Verbo Eterno, diz São Pedro, baixou do céu à terra para nos ensinar a carregar as nossas cruzes com paciência: Christus passus est pro nobis, vobis relinquens exemplum, ut sequamini vestigia eius (I Pe 2, 21).

Jesus Cristo quis, portanto, sofrer par anos animar ao sofrimento, e não só no tempo da sua Paixão, mas durante toda a sua vida. Qual foi a vida do Redentor sobre esta terra? Volve-a, diz São Boaventura, e revolve-a quanto quiseres, desde o princípio até o fim e sempre acharás Jesus pregado na cruz: Volve et revolve, et non invenies eum nisi in cruce. Com efeito, todo o tempo, desde o momento em que tomou a natureza humana até ao seu último suspiro, foi um sofrimento contínuo. — Que vergonha para nós, que nos gloriamos de seguirmos Jesus Cristo e lhe somos tão dessemelhantes! Adoramos a cruz do Senhor, celebramos as suas festas, gloriamo-nos de combater sob este estandarte triunfante, e somos tão ávidos de prazeres! Há de ser sempre assim?

II. Animados pelo exemplo de Jesus Cristo, os santos sempre consideraram as adversidades como um tesouro escondido, estimaram-nas mais do que uma partícula do santo Lenho, sobre o qual o Senhor morreu pela nossa salvação. Quantos jovens nobres, quantas donzelas, mesmo de sangue real, distribuíram entre os pobres todas as suas riquezas, renunciaram às comodidades, às honras e dignidades do mundo, e entraram num mosteiro, para abraçarem a Jesus Cristo e subirem com ele ao Calvário, por um caminho semeado de espinhos!

O Senhor, porém, que nunca se deixa vencer em generosidade e quis recompensar já nesta terra aquelas almas generosas, tornou-lhes muito suaves os frutos da árvore da cruz, que se regozijavam no meio das tribulações; e talvez nunca um mundano se mostrasse tão ávido de prazeres, como os santos o foram de sofrimentos.

Santa Teresa, não querendo viver sem cruzes, exclamava: Ou sofrer, ou morrer. Santa Maria Madalena de Pazzi, ao pensar que no céu não há mais sofrimento, dizia: Sofrer e não morrer. Quando certo dia Jesus Cristo perguntou a São João da Cruz, qual a recompensa que desejava por tudo o que por amor dele tinha sofrido, respondeu: Senhor, não desejo senão mais sofrimentos, mas sofrimentos acompanhados de humilhações e desprezos: Domine, pati et contemni pro te[1].

Meu irmão, não sejas do número daqueles loucos que se assustam à vista da cruz e fogem dela, porque lhe conhecem somente o exterior. Tu, ao contrário, «prova e vê quão suave é o Senhor» — Gustate et videte, quoniam suavis est Dominus (Sl 33, 9). Abraça de boa vontade as tribulações que o Senhor te queira enviar, considera atentamente as vantagens que delas te provêm, e também tu dirás: Vale mais uma hora de sofrimentos suportados com resignação na vontade de Deus, do que todos os tesouros da terra. — Quando a natureza se revolta contra os sofrimentos, lancemos, para nossa animação, um olhar sobre o Crucifixo e digamos com o Apóstolo: Compatimur, ut et conglorificemur (Rm 8, 17) — «Padecemos com Jesus, para também com ele sermos glorificados».

Sim, meu Jesus, é o que com o vosso auxílio proponho fazer. Se Vós, posto que inocente, quisestes sofrer tanto por mim, e não entrastes na glória senão pelo caminho dos sofrimentos, como poderia eu, pecador como sou e digno de mil infernos, recusar o sofrimento? Ah, Senhor, enviai-me as cruzes que quiserdes, mas dai-me também força para as carregar com paciência por vosso amor. — «E Vós, ó Deus, que no presente dia nos alegrais com a anual solenidade da exaltação da santa Cruz: concedei-me que, conhecendo na terra este mistério, mereça no céu os prêmios da sua Redenção»[2] — Fazei-o pelo amor de Jesus e Maria. (* I 768.)

[1] Lect. Brev. Rom.

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LIGÓRIO, Afonso Maria de. Meditações: Para todos os Dias e Festas do Ano: Tomo Terceiro: desde a duodécima semana depois de Pentecostes até ao fim do ano eclesiástico. Friburgo: Herder & Cia, 1922, p.360-363.

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