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domingo, 18 de novembro de 2012

O grão de mostarda e a Igreja Católica

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Por Santo Afonso Maria de Ligório

Simile est regnum coelorum grano sinapis, quod accipiens homo seminavit in agro suo — «O reino dos céus é semelhante a um grão de mostarda que um homem tomou e semeou no seu campo» (Mt 13, 31).

Sumário. No Evangelho de hoje a Igreja Católica é comparada a um grão de mostarda; porque, posto que pequena na sua origem, em breve se dilatou de tal modo, que todas as nações se puseram debaixo da sua proteção. Já que temos a ventura de pertencer a esta Igreja, demos graças por isso a Deus. Se, porém, desejamos que a fé nos salve, meditemos frequentemente nas máximas salutares da fé e façamos por não sermos do número daqueles que, vivendo no pecado ou na tibieza, são membros mortos ou moribundos.

I. O divino Redentor compara o reino dos céus, isto é, a sua Igreja, a um grão de mostarda que um homem tomou e semeou no seu campo. E com razão; pois, assim como a mostarda é a mais pequena das sementes, assim a Igreja de Jesus Cristo foi na sua origem muito pequena e desprezível aos olhos dos homens. — Pequena e desprezível em seu fundador; que, posto que fosse Deus, quis passar a sua vida na obscuridade e nas humilhações e afinal morreu crucificado entre dois ladrões, pelo que dizia o Apóstolo que Jesus foi para os judeus escândalo e para os gentios loucura (1 Cor 1, 23). — Pequena também e desprezível em sua doutrina; porque quanto à fé impõe para crer dogmas superiores e, na aparência, contrários à razão humana; quanto às obras, ensina máximas bastante difíceis e humilhantes: manda-nos sofrer as injúrias, perdoar aos inimigos, renunciar a nós mesmos. — Pequena finalmente e desprezível nos meios para se propagar; pois que para a sua dilatação foram escolhidos doze pobres pescadores, homens sem prestígio e sem instrução: Quae stulta sunt huius mundi elegit Deus (1 Cor 1, 27) — «Deus escolheu o que é insensato segundo o mundo».

Mas assim como o grão de mostarda, «quanto tem crescido, é a maior de todas as hortaliças e se faz árvore, de maneira que vêm as aves do céu e se aninham em seus ramos»; assim também a Igreja de Jesus Cristo, pequena e desprezível na sua origem, com o auxílio de Deus cresceu em breve tempo, de tal maneira que uma multidão de pessoas, e entre estas reis, imperadores e sábios, a ela vieram abrigar-se, achando a verdadeira felicidade. — Meu irmão, dá graças ao Senhor por teres nascido no grêmio desta Igreja; cuida, porém, que não sejas um membro morto ficando no estado de pecado, ou moribundo, vivendo em tibieza voluntária.

II. O grão de mostarda, como observa Santo Agostinho, tem virtude medicinal, pois que expele do corpo os humores nocivos e fortalece os estômagos fracos. Nesta propriedade os santos intérpretes veem uma figura, não só da Igreja em geral, mas também das verdades evangélicas, e especialmente daquelas máximas que apagam o ardor da concupiscência e nos confirmam no exercício do bem começado. Mas para experimentarmos efeito tão salutar, não nos devemos contentar com o conhecimento e a crença nestas santas máximas. À imitação do homem da parábola, devemos além disso semeá-las no campo do nosso coração, isto é, considerá-las muitas vezes antes de nossas ações, e por assim dizer, mastigá-las por uma meditação refletida; pois que também neste particular são semelhantes ao grão de mostarda, o qual, na palavra de Santo Ambrósio, é tanto mais cheiroso quanto mais se esfrega: Quanto plus teritur, tanto plus redolet.

Ó meu Deus, que graças Vos poderei dar por me haverdes chamado com tanto amor a fazer parte da vossa família? Como podia merecer tão grande graça apesar da previsão de tantas injúrias que Vos havia de fazer? Quantos nascem entre os pagãos, os judeus e os hereges, com grandíssimo perigo da condenação eterna?! E eu tenho a ventura de estar no seio da vossa Igreja (de ser admitido a viver na vossa casa), na companhia de tantos servos vossos, com os mais abundantes meios para a minha santificação.

Meu Senhor, espero agradecer-Vos melhor no céu, e ali cantar eternamente as vossas misericórdias para comigo. Entretanto sou vosso, e vosso quero ser sempre; já me dei todo a Vós, agora renovo a minha consagração. Quero ser-Vos fiel; não Vos quero mais ofender, custe o que custar; quero, numa palavra, ser católico (eclesiastico, religioso), não só pelo nome, mas pelo fato. — Vós, porém, ó Deus todo-poderoso, ajudai-me com a vossa graça. «Fazei que esteja sempre ocupado em meditar as vossas santas máximas, e que as minhas palavras e obras sejam sempre conformes ao vosso divino beneplácito»[1]. + Doce Coração de Maria, sêde a minha salvação. (*IV 443.)

[1] Or. Dom. curr.


Santo Afonso Maria de Ligório. Meditações: Para todos os Dias e Festas do Ano: Tomo Terceiro: desde a duodécima semana depois de Pentecostes até ao fim do ano eclesiástico. Friburgo: Herder & Cia, 1922, p.298-300.
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quarta-feira, 29 de junho de 2011

Das festas dos Santos Apóstolos e em particular de São Pedro e São Paulo

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Por São Pio X

Quem foram os Apóstolos?

Os Apóstolos foram discípulos de Jesus Cristo, escolhidos por Ele para serem testemunhas da sua pregação e dos setes milagres, depositários da sua doutrina, investidos da sua autoridade, e encarregados de anunciar o Evangelho a todos os povos.

Qual foi o fruto da pregação dos Apóstolos?

O fruto da pregação dos Apóstolos foi a destruição da idolatria e o estabelecimento da Religião cristã.

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