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terça-feira, 11 de maio de 2010

Discurso do Papa Pio XII sobre os Problemas Modernos » A Mulher Moderna

3 comentários:
Por SS. Papa Pio XII

O caráter da vida da mulher e a iniciação da cultura feminina eram inspirados, conforme a mais antiga tradição, pelo seu instinto natural que lhe atribuía como reino próprio de atividade a família, a não ser no caso de, por amor de Cristo, preferir a virgindade. Retirada da vida pública e à margem das profissões públicas, a jovem, como flor que cresce guardada e reservada, estava destinada por sua vocação a ser esposa e mãe. Junto da mãe aprendia os labores femininos, os cuidados e negócios da casa e tomava parte na vigilância dos irmãos e irmãs menores, desenvolvendo assim as forças, o engenho, e instruindo-se na arte e no governo do lar. [...] Hoje, pelo contrário, a antiga figura feminina está em rápida transformação. Podeis ver que a mulher, e, sobretudo a jovem, sai de seu retiro e entra em quase todas as profissões, até aqui exclusivo campo de ação e vida do homem[1].

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Trecho da Encíclica Sacra Propediem onde o Papa Bento XV fala sobre a grave falta contra a Modéstia Cristã

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“Desde este ponto de vista não podemos deixar de condenar a cegueira de quantas mulheres de todas as idades e condição; feitas tontas pelo desejo de agradar, elas não vêem a que nível a indecência de suas vestes chocam a todo homem honesto, e ofendem a Deus. A maioria delas teriam, em outras épocas, se envergonhado com esses estilos por grave falta contra a modéstia Cristã; e já não é suficiente que elas se exibam na via pública; elas não tem medo de cruzar as portas da Igreja, a assistir o Santo Sacrifício da Missa, e até de levar a comida sedutora das suas paixões vergonhosas até o Altar da Eucaristia onde recebemos o Autor celeste da pureza. E nós não estamos falando das exóticas e bárbaras danças recentemente importadas dos círculos fashion, cada uma mais chocante que a outra; não podemos imaginar nada mais apropriado para banir o que resta da modéstia”. (Encíclica Sacra Propediem, §19)

Nota: Os grifos são meus.
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Alocução do Papa Pio XII às Meninas da Ação Católica - Moda e Modéstia

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S.S. Pio XII
Alocução às Meninas da Ação Católica, 
6 de outubro de 1940.[1]
(Esta é a hora da juventude católica)

Se amanhã o mundo não desejar permanecer para sempre enterrado na sombra da morte, ele terá que se ocupar em reparar as suas perdas, reconstruir as ruínas. Nesse momento você deve colaborar, Juventude Católica! E que maravilhosos empreendimentos aguardam a sua colaboração! Para reconstruir a sociedade sobre uma base cristã; para pôr em estima e honra o Evangelho e sua moral; para renovar a vida da família, restaurando ao matrimônio a sua coroa - sua dignidade sacramental, e ao marido e à mulher o sentido de suas obrigações e a consciência de sua responsabilidade; para estabelecer em toda a sociedade a noção genuína da autoridade, da obediência, do respeito pela lei, dos direitos e deveres recíprocos do homem. Esse é o seu amanhã.

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Alocução do Papa Pio XII às Garotas da Ação Católica - Cruzada pela Pureza

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Alocução do Papa Pio XII às Garotas da Ação Católica
Cruzada pela Pureza[1]

(Felicitações por ter começado a “Cruzada pela Pureza”)

É uma cruzada contra os que minam a moral cristã, contra os perigos que estão criando, no fluxo tranqüilo da boa moral no mundo, poderosas ondas de imoralidade que estão inundando todo o mundo e envolvendo todas as classes sociais. Não é apenas a Igreja que proclama esse perigo existente hoje em toda a parte; mesmo entre os homens que não seguem a fé cristã, aqueles que são mais perspicazes, os mais preocupados com o bem público, têm apontado claramente os perigos terríveis para a ordem social e para o futuro das nações. Os incentivos à impureza, multiplicando-se continuamente, envenenam as bases da vida. E ao mesmo tempo, a atitude indulgente, ou melhor, a atitude negativa de uma parte cada vez maior da opinião pública, tornando-a cega para os mais graves distúrbios morais e relaxa ainda mais as rédeas que mantêm o mal sob controle.

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Alocução do Papa Pio XII aos Delegados do Sexto Congresso Internacional de Alta Costura - O Vestuário pode Denegrir a Pessoa

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O VESTUÁRIO PODE DENEGRIR A PESSOA
Alocução do Papa Pio XII aos Delegados do Sexto Congresso Internacional de Alta Costura[1]
(Modificação dos métodos antigos de trabalho - As repercussões nas profissões)

Foi dito frequentemente que entre os seres vivos o homem é um dos mais fracos, um desses que são muito privados de proteção natural. Mas Deus lhe deu inteligência que o permite compensar essa deficiência pelo exercício da indústria. Depende então de você completar, como quem diz, o trabalho do Criador, fornecendo a suas criaturas da mesma categoria a roupa da qual elas precisam. Cristo, fazendo um dia seus discípulos admirarem o traje delicado de uma flor simples dos campos, lhes falou: “Entretanto, eu vos digo que o próprio Salomão no auge de sua glória não se vestiu como um deles.”[2]

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Alocução do Papa Pio XII ao Congresso da "União Latina de Alta Costura" - Problemas Morais nos Estilos da Moda

3 comentários:
Alocução do Papa Pio XII ao Congresso da “União Latina de Alta Costura”[1]
Problemas Morais nos Estilos da Moda 

Amados filhos e filhas, promotores e associados da “União Latina de Alta Costura”, Nós cordialmente estendemos a vocês Nossas paternais boas vindas.

Nós vimos ser necessário vir até aqui a dar testemunho da sua filial devoção e, ao mesmo tempo, buscar os favores do céu para sua União. Desde o seu início vocês se colocaram baixo a proteção Daquele cuja glória deve ser o fim de toda atividade humana, até aquelas que são aparentemente profanas, de acordo com o preceito do Apóstolo dos Gentios: “Portanto, quer comais quer bebais ou façais qualquer outra coisa, fazei tudo para a glória de Deus.” (I Cor 10, 31)

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segunda-feira, 10 de maio de 2010

Alocução do Papa Bento XV às Dirigentes da União Católica Feminina Italiana >> O Vestir da Mulher Católica

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O VESTIR DA MULHER CATÓLICA
Alocução do Papa Bento XV às Dirigentes da União Católica Feminina Italiana
22 de Outubro de 1919

A alteração das condições dos tempos atribuiu às mulheres direitos e deveres que a anterior época não lhes permitira. Mas nenhuma mudança na ação dos homens e nenhuma novidade de coisas ou acontecimentos poderão jamais afastar da família, seu centro natural, a mulher consciente de sua missão. No coração doméstico ela é a rainha; e mesmo quando está longe de casa, deve encaminhar para esta não só o carinho de mãe, mas também os cuidados de sábia regente, da mesma forma que um soberano que esteja fora do território do seu Estado não negligencia o bem deste, mas sempre o coloca no ponto mais elevado de seus pensamentos, acima dos seus próprios cuidados.

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Carta da Congregação do Concílio assinada pelo Cardeal Donato Sbaretti - Moda Indecente Feminina

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Carta da Congregação do Concílio
Cardeal Donato Sbaretti
Moda Indecente Feminina

Por força do apostolado supremo que ele exerce sobre a Igreja Universal por vontade divina, o nosso Santo Padre Papa Pio XI nunca deixou de inculcar, tanto verbalmente quanto por seus escritos, as palavras de São Paulo (1 Tm II., 9 -10), ou seja, “Mulheres … adornando-se com modéstia e sobriedade … e professando piedade com boas obras”.

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domingo, 9 de maio de 2010

Carta da Sagrada Congregação do Concílio aos Bispos do Mundo - Imodéstia nas Modas Contemporâneas

Um comentário:
Carta da Sagrada Congregação do Concílio aos Bispos do mundo [1]
15 de agosto de 1954
(A reforma da moral em ocasião do Ano Mariano)

Ninguém pode ser ignorante do fato que, especialmente durante a estação de Verão, aqui e ali se têm visões que não podem senão ofender os olhos e almas dos que não consideram de importância secundária, ou que não menosprezam completamente, a virtude cristã e a decência humana. Não só nas praias e em locais de recreação no feriado, mas quase em todos os lugares, até mesmo nas ruas das cidades, nos lugares públicos e privados, e quase até mesmo dentro das igrejas, está sendo difundido um modo de vestuário indigno e inadequado. Para a alma da mocidade, tão inclinada ao mal, há o grande perigo de que este abuso entregue a sua inocência, o mais precioso e mais belo ornamento da alma e do corpo, ao sopro da morte. Os adornos da mulher, se é que podem ser chamados de “adornos” esses modos de vestuário, “se é que pode ser chamado de vestuário o que não protege nem o corpo nem a modéstia”[2], às vezes são tais que parecem encorajar a lascívia em vez da modéstia.

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quinta-feira, 29 de abril de 2010

Discurso do Papa Pio XII aos Recém Casados » A Mulher na Família: A Esposa e Mãe - Sol do Lar Doméstico

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Discurso do Papa Pio XII aos Recém Casados
Pio XII e a Família Cristã
LVIII - A Mulher na Família
II – A Esposa e Mãe – Sol do Lar Doméstico
11 de Março de 1942

No curso de vossa vida, amados recém casados, a lembrança que conservareis da casa do Pai Comum e da sua bênção apostólica os acompanhará como doce consolo e presságio no caminho que começareis com tantas esperanças, sob a proteção divina, em um tempo tão complicado como o presente, em direção a uma meta que apenas os deixa adivinhar a escuridão do futuro. Mas diante dessa escuridão vosso coração não tem medo, os impulsionam o ardor e a audácia da juventude; a união dos espíritos e dos desejos dos passos da vida, o mesmo caminho que pisais, não os perturbam a tranqüilidade do espírito, mas os renovam e dilatam. Sois felizes dentro de vossos lares; não vedes escuridão; a família tem um sol próprio: a esposa. Ouvi como dela nos fala a escritura: “A graça de uma mulher cuidadosa rejubila seu marido, e seu bom comportamento revigora os ossos. É um dom de Deus uma mulher sensata e silenciosa, e nada se compara a uma mulher bem educada. A mulher santa e honesta é uma graça inestimável; não há peso para pesar o valor de uma alma casta. Assim como o sol que se levanta nas alturas de Deus, assim é a beleza de uma mulher honrada, ornamento de sua casa”.[1]

Sim, a esposa e mãe é o sol da família. Sol com sua generosidade e submissão, com sua constante prontidão, com sua delicadeza vigilante e previdente em tudo o que serve para tornar alegre a vida ao marido e aos filhos. Em torno dela difunde-se luz e calor; e costuma-se dizer então que um matrimônio é bem-aventurado, quando cada um dos cônjuges, ao contraí-lo, mira fazer a felicidade não própria, mas da outra parte; este nobre sentimento e esta intenção, embora dizendo respeito a ambos, é porém antes de tudo virtude da mulher, que nasce com as palpitações de mãe e com a maturidade de coração; aquela maturidade que, se recebe amargura, não quer dar senão alegria; se recebe humilhações, não quer dar senão dignidade e respeito; à semelhança do sol que alegra a manhã nebulosa, com seus albores e doura os ninhos com raios de seu ocaso.

A esposa é o sol da família pela clareza de seu olhar e pela chama de sua palavra; olhar e palavra que penetram docentemente na alma, dobram-na e a enternecem e a solevam fora do tumulto das paixões, e reclamam para o homem a alegria do bem e da conversação familiar, depois de um longo dia de contínuos, por vezes penosos trabalhos profissionais ou campestres, ou de imperiosos afazeres do comércio ou da indústria.

Seu olhar, seus lábios lançam lume e têm um acento de mil fulgurações em um luzir, mil afetos em um som. São lampejos e sons que saem do coração da mãe, criam e vivificam o paraíso da infância, e sempre irradiam bondade e suavidade, ainda quando avisam e reprovam, porque os ânimos juvenis, que mais forte sentem, mais intimamente e profundamente acolhem os ditames do coração.

A esposa é o sol da família com sua cândida naturalidade, com sua digna simplicidade e com seu decoro honesto e cristão, tanto no recolhimento e na retidão do espírito, como na sutil harmonia de seu comportamento ou de seu vestido, de seu ajustamento e atitude, ao mesmo tempo reservados e afetuosos. Sentimentos leves, delicados acenos do rosto, ingênuos silêncios e sorrisos, um condescendente movimento de cabeça, dão-lhe a graça de uma flor eleita e simples, que abre suas corolas para receber e refletir as cores do sol.

Oh! se vós soubésseis que profundos sentimentos de afeição e reconhecimento tal imagem de esposa e de mãe suscita e imprime no coração do pai e dos filhos!

Ó anjos, que guardais a casa e escutais suas preces, espargi de perfumes celestes este lar de felicidade cristã!

Mas se suceder que a família permaneça sem este sol, como será? Se a esposa continuamente e a cada circunstância, mesmo nas relações mais íntimas, não titubeia em fazer sentir quantos sacrifícios lhe custa a vida conjugal? Onde está sua amorosa doçura, quando com uma excessiva dureza na educação, com uma excitabilidade mal dominada e uma irritante frieza no olhar e na palavra sufoca nos filhos o sentimento e a esperança de encontrar alegria e feliz paz junto da mãe?

Quando ela não faz senão perturbar triste e amargamente, com voz áspera, com lamentos e reprovações, a confiante convivência no círculo familiar? Onde está a generosa delicadeza e o terno amor, quando ela, em vez de criar com natural simplicidade e prudente uma atmosfera de agradável tranqüilidade na casa, toma ares de irrequieta, nervosa e exigente senhora, bem de moda hoje?

Seria isso difundir benévolos e vivificantes raios solares, ou é antes um esfriar, com vento glacial o jardim da família? Quem não se maravilhará então se o homem, não encontrando naquele lar o que o atraia, retenha e conforte, afaste-se o mais que puder, provocando semelhante afastamento da mulher, da mãe, quando o afastamento da mulher já não tenha preparado o afastamento do marido; um e outra indo-se assim à procura, fora – com grave perigo espiritual e com dano para a união familiar – do sossego, do repouso, do bem-estar, que lhes não concede a casa? Em tal estado de coisas os mais desventurados a sofrer são, fora de qualquer dúvida, os filhos! Eis ó esposas, até onde pode chegar a vossa parte de responsabilidade para a concórdia da felicidade doméstica.

Se ao vosso marido e ao seu trabalho cabe procurar e estabelecer a vida do lar, a vós e ao vosso cuidado cabe ajustar o conveniente bem-estar e providenciar a pacífica serenidade comum de vossas duas vidas. Isto é para vós não somente uma obrigação de natureza, mas também um dever religioso e uma obrigação da virtude cristã, para o vigor de cujos atos e de cujos méritos vós crescereis no amor e na graça de Deus.

“Mas – dirá talvez alguma dentre vós – desta maneira nos pede uma vida de sacrifício!”. Sim; a vossa é vida de sacrifícios, mas não somente de sacrifícios. Acreditais vós, por acaso, que aqui embaixo se possa gozar de uma verdadeira e sólida felicidade? Que em algum ângulo deste mundo se encontre a plena e perfeita beatitude do paraíso terrestre? E pensais talvez que vosso marido não deva também ele sacrificar-se, por vezes gravemente, para conseguir um pão honrado e seguro para a família? Exatamente estes mútuos sacrifícios, suportados juntos e em comum vantagem, dão ao amor conjugal e à felicidade da família a sua cordialidade e estabilidade, sua profundidade santa e aquela especial nobreza que se exprime no mútuo respeito dos cônjuges e os exalta no afeto e no recolhimento dos filhos.

Se o sacrifício materno é o mais agudo e doloroso, a virtude do alto os tempera. De seu sacrifício a mulher aprende a compaixão às dores alheias. O amor para a felicidade de sua casa não a fecha em si; o amor de Deus, que a exalta no seu sacrifício acima de si, abre-lhe o coração a toda piedade e a santifica.

“Mas - objetar-se-á talvez ainda – a moderna estrutura social, operária, industrial e profissional, leva em grande número a mulher, também as casadas, a sair de fora do lar, da família e a penetrar no campo do trabalho e da vida pública”. Nós não o ignoramos, queridas filhas. É muito duvidoso se essa condição de coisas constitui para uma mulher casada o que se diz do ideal. No entanto, é preciso ter presente o fato. Com tudo a Providência, sempre vigilante em seu governo da humanidade, inseriu no espírito da família cristã forças superiores que servem para mitigar e vencer a dureza de um tal estado social e obviar os perigos, que indubitavelmente em si escondem.

Não tendes vós talvez observado como o sacrifício de uma mãe, que, por especiais motivos, deve além de seus deveres domésticos, se engenha para buscar, a custa de um duro trabalho cotidiano o sustendo da família, não somente conserva, mas alimenta e aumenta nos filhos a veneração e o amor para com ela, e obtém seus reconhecimentos por suas angústias e fadigas, quando o sentimento religioso e a confiança em Deus constituem o fundamento da vida familiar?

Se tal é o caso no vosso matrimônio, com plena confiança em Deus, o qual ajuda sempre quem o teme e o serve, ajuntai, nas horas e nos dias que podeis dar inteiramente aos vossos entes queridos, um redobrado amor e um ciumento cuidado, não somente para assegurar à verdadeira vida da família o mínimo indispensável, mas também para deixar que de vós procedam no coração do marido e dos filhos tantos luminosos raios de sol, que confortem, fomentem e fecundem, também nas horas da separação exterior, a espiritual união do lar.

E vós, esposos, colocados por Deus como cabeça de vossas esposas e de vossas famílias, ao mesmo tempo que contribuís com vosso trabalho para o seu sustento, prestai vossa ajuda também à obra de vossas mulheres no cumprimento da santa e elevada – e não raras vezes fatigosa – missão. Colaborai com elas, com aquela solicitude e afeto que faz um de dois corações, e uma mesma força e um mesmo amor. Mas sobre esta colaboração e seus deveres, e as responsabilidades que derivam também para o marido, teria muito o que dizer, e por isso nos reservamos para vos falar em outras audiências.

Ante vós, recém-casados, que sucedeis a outros grupos semelhantes que vos precederão adiante de nós e por nós foram abençoados, nosso pensamento nos traz à mente o grande dito do Eclesiastes: “Passa uma geração e sucede outra; mas fica sempre a terra”[2]. Assim correm novos séculos, mas Deus não muda; não muda o Evangelho nem o destino do homem para a eternidade; não muda a lei da família; não muda o inefável exemplo da família de Nazaré, grande sol de três sóis, um deles, um dos fulgores mais divinos e mais ardentes que os outros dois que os rodeiam. Olhe aquela modesta e humilde casa, oh pais e mães: contemplai Aquele que se cria “filho do carpinteiro”[3], nascido do Espírito Santo e da Virgem escrava do Senhor; e conforta-os nos sacrifícios e nos trabalhos da vida; ajoelhai-vos ante eles como crianças; invocai-os, suplicai-lhes; e aprendei deles como as contrariedades da vida familiar não humilham, e sim exaltam; como não fazem ao homem nem a mulher menores para o céu, e sim que valem uma felicidade, que em vão se busca entre as comodidades deste mundo, onde tudo é efêmero e fugaz.

Terminaremos nossas palavras elevando à Santa Família de Nazaré uma ardente súplica por todos e cada um de vossos lares, para que vós, queridos filhos e filhas, cumprais vosso oficio à imitação de Maria e de José, e assim possais educar e fazer crescer aqueles pequenos cristãos, membros vivos de Cristo, que estão destinados a gozar convosco um dia a eterna bem-aventurança do céu.

É o que pedimos ao Mestre divino, enquanto com todo o coração vos damos nossa paterna benção apostólica.

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Tradução não oficial do discurso em espanhol.

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[1] Eclo XXVI, 16-21.
[2] Eccles. I, 4.
[3] Mt. XIII, 55. 107

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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Notificação concernente às mulheres que vestem roupas de homem

10 comentários:
Notificação concernente às mulheres que vestem roupas de homem[1]
Giuseppe Cardial Siri
Genova, 12 Junho de 1960

Ao Reverendo Clero,
A todas as Religiosas professoras
Aos queridos filhos da Ação Católica,
Aos educadores que desejam seguir verdadeiramente a Doutrina Cristã[2]

I. O primeiro sinal da nossa primavera tardia indica certo aumento, este ano, do uso das vestes masculinas por mulheres, jovens e até mesmo por mães de família. Até 1959, em Genova, este tipo de veste significava que a pessoa era uma turista, mas agora parece que há um número significativo de garotas e mulheres da mesma Genova que escolhem, ao menos em viagens de lazer, vestir calças de homem.

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