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quinta-feira, 7 de junho de 2012

“Nossa Senhora de Fátima veio pedir a modéstia no vestir”

5 comentários:
Por Melissa Bergonso
 
Como é bom fuçar na net de vez em quando! Achei algo muito valioso, útil a homens e mulheres que prezam pela virtude da santa pureza e pela modéstia no vestir. Já de início, é bom saber que a Igreja Católica já falou sim sobre a questão das vestimentas dignas para os cristãos e suas normas. Infelizmente, hoje elas não são mais seguidas por puro relaxo de consciência e abonamento dos maus sacerdotes, que não corrigem os fieis que dão mau exemplo pelo uso de más roupas, especialmente dentro da Igreja.
 
O Magisterium da Santa Igreja Católica pronunciou-se sobre a Modéstia em 1930, em 1954 e em 1957 mantendo-se em silêncio desde então, porque as pessoas já não lhe davam ouvidos. Deus permite que sejamos hoje castigados com o silêncio do Magisterium, devido a não lhe termos obedecido quando ele se pronunciou. Semelhante também foi o modo como Deus respondeu à dureza dos corações do povo, no Antigo Testamento. Como castigo, Deus não lhes enviou profetas durante 400 anos, depois de os judeus terem matado ou rejeitado muitos dos profetas que Ele já lhes enviara.[1]
 
O apostolado em favor da pureza e da modéstia cristã está crescendo aos poucos. Vejo blogs e sites sendo criados por pessoas que descobriram a modéstia há pouco tempo, porém é bom que algo fique bem claro para que não haja confusões a respeito disso: a virtude da modéstia não está somente relacionada às roupas que vestimos, mas também às nossas atitudes, às palavras que dizemos, aos gestos que fazemos, ao nosso modo de andar, ao nosso olhar, entre outras coisas. Contudo, nossas roupas podem ser consideradas peças-chave da nossa própria imagem, pois elas são capazes de revelar o que somos e até mesmo o que pensamos. Então, é bom termos em mente que aquilo que vestimos pode falar muito mais de nós do que fala a nossa própria língua, pode mostrar muito mais do que nos mostra nosso próprio espelho, e, por causa destas e de outras coisas, pode levar muitas almas para o inferno se sucumbirmos à nossa vaidade, sensualidade e ao pouco caso que fizermos para evitar aquilo que não eleva nossa alma, que não aumenta nossas virtudes e que pode ser ocasião de pecado para o próximo.
 
A falta de modéstia no vestir pode levar à perda de almas imortais e, se for gravemente ofensiva, é um pecado mortal para quem se veste assim e ocasião de pecado para quem é espectador de modas imodestas. Os pecados causados pelas modas imodestas lançam no Inferno ou, pelo menos, fazem merecedoras do fogo do Inferno as almas de muitos daqueles que olham para tais modas.[2]
 
[…]
 
Nossa Senhora de FátimaMuitos são os modos pelos quais os Fiéis podem e devem ajudar os outros no cuidado com a sua salvação eterna. Além da oração, sacrifícios, boas obras de toda a espécie, aceitação paciente dos sofrimentos e seu oferecimento a Deus pelas mãos da Virgem Maria, os Fiéis são ajudados no seu caminho para a salvação pelo bom exemplo de uma vida cristã no cumprimento de todas as exigências, sérias mas amorosíssimas, da nossa Fé; porque deste lado do Paraíso o Amor verdadeiro exige sacrifício. “E todo aquele que não tomar a sua cruz e Me seguir não pode ser Meu discípulo” (Lc. 14:27). Tal exigência inclui modéstia no vestir, uma vez que a modéstia pressupõe, em primeiro lugar, respeito pelo próprio corpo por ser “o templo do Espírito Santo” (1 Cor. 6:19) ou, melhor dizendo, amor e respeito pelo Próprio Deus presente no meu corpo e também caridade para com o próximo, que pode sofrer tentações e cair no pecado se eu não me vestir e comportar recatadamente. Tal desordem dos apetites é uma consequência do Pecado Original […].[3]
 
A santa modéstia não deve ser tida como uma “imposição”, mas sim como uma norma de caridade. Enquanto a moda e os ditames do mundo imperarem sobre as virtudes da pureza e da modéstia, a dignidade cristã da mulher vai continuar sendo esfacelada.
 
Vestindo-se com Modéstia, as mulheres conseguirão o respeito dos homens ao mesmo tempo que se dignificam, em vez de se degradarem e se tornarem simples objetos de luxúria. Em vez de se vestirem sem respeito algum, devem vestir-se de acordo com padrões mais elevados. Se assim fizerem, receberão também o respeito que merecem.[4]
 
A citação acima é interessante e vem bem a calhar, ainda mais depois da tal “marcha” feita no último dia 26, pois a “mulher moderna” exige respeito, a “mulher moderna” quer ter sua dignidade conhecida e reconhecida, porém esta mesma mulher que, orgulhosamente, se auto proclama “independente”, usufruidora do seu próprio corpo e dos seus supostos “direitos”, está realmente buscando o respeito e a dignidade de forma correta e verdadeira? O modo como a “mulher moderna” se veste e se porta condiz verdadeiramente com a dignidade da mulher cristã? Se não, como ela pode requerer algo a que não tem direito por sua própria culpa? Não se pode reclamar das consequências dos próprios atos e dos infortúnios dos próprios maus exemplos!
 
Enfim, os textos das citações feitas ao longo deste post fazem parte do arquivo digital “Nossa Senhora de Fátima veio pedir a modéstia no vestir”, que pode ser lido integralmente e baixado através deste link. Para fins didáticos e para melhor apresentação, o texto está subdividido da seguinte forma:
 
  • Antes de mais nada, voltemos o nosso olhar para Jesus Cristo;
  • Diretrizes sobre a Modéstia no Vestuário;
  • Diretrizes para os Homens quanto à Modéstia no Vestir;
  • Diretrizes Marianas sobre o Vestir dirigidas às Mulheres;
  • Ouçam a voz do S. Padre Pio, Estigmatizado;
  • Ouçam a voz de Nossa Senhora de Fátima, Rainha dos Profetas;
  • Prefácio às 12 Objecções a que responde o Padre Bruno Pelegia;
  • O Padre Bruno Pelegia, S.T.D., Sacerdote Católico, Teólogo e Doutorado em Sagrada Teologia, responde a 12 objecções contra a absoluta necessidade de Modéstia no Vestuário das Mulheres.
 
Tenha uma boa e santa leitura!
 
Que Nossa Senhora nos ajude a trilhar o caminho da santidade, com coragem e perseverança!
 
“Vesti com modéstia e muito pudor. Olhai como veste a Mãe do Senhor”.
 
Salve Maria Santíssima!!
 
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[1] Nossa Senhora de Fátima veio pedir a modéstia no vestir, Janeiro de 2004, p.6. Disponível aqui. Acesso em 06/06/2012.
[2] Nossa Senhora de Fátima veio pedir a modéstia no vestir, Janeiro de 2004, p.3.
[3] Nossa Senhora de Fátima veio pedir a modéstia no vestir, Janeiro de 2004, p.4.
[3] Nossa Senhora de Fátima veio pedir a modéstia no vestir, Janeiro de 2004, p.12.
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quarta-feira, 13 de julho de 2011

Especial Nossa Senhora do Carmo » Considerações

2 comentários:
Por Melissa Bergonso

Neste dia de hoje foram publicadas aqui no blog a história sobre São Simão Stock e o Escapulário, a Grande Promessa e o Privilégio Sabatino, e algumas histórias sobre o uso do Escapulário. Todos estes textos foram retirados do livro "A grande promessa de salvação: O Escapulário de Nossa Senhora do Carmo", o qual recomendo muito a aquisição e a leitura! Ele não é um livro caro e, além de tudo, contém vários dados históricos sobre a Origem do Escapulário, a Ordem do Carmo, as devidas explicações para o uso da medalha-escapulário, entre dezenas de fascinantes exemplos de proteção do Escapulário sobre quem o usa!

Amanhã, continuando nossa Semana Especial de preparação para a Festa de Nossa Senhora do Carmo, teremos algumas postagens especiais, uma para crianças e outra para as costureiras! Aguardem!

Fiquem com Deus! Salve Maria!
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Livro a recomendar: "A grande promessa de salvação: O Escapulário de Nossa Senhora do Carmo"

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Prezados leitores, Salve Maria!

Dando início às postagens da Semana Especial dedicada à Nossa Senhora do Carmo, indico-lhes primeiramente o livro "A grande promessa de salvação: O Escapulário de Nossa Senhora do Carmo". Este livro é muito rico e contém a história do Escapulário de Nossa Senhora do Carmo e exemplos fascinantes do uso do mesmo! Para quem quiser comprar, ele pode ser adquirido aqui. Quem desejar também pode adquirir o livro com o Escapulário através deste link. Eu recomendo!

Fiquem com Deus!
Em Cristo, no amor de Maria Santíssima,
Melissa Bergonso
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quarta-feira, 6 de julho de 2011

Livro a recomendar: “Santa Maria Goretti: mártir da pureza”

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Por Melissa Bergonso

Há aproximadamente uma semana atrás li o livro “Santa Maria Goretti: mártir da pureza”, do Pe. J. C. M. Colombo. Fiquei encantadíssima e chorei praticamente a leitura inteira.

Santa Maria Goretti é um grande exemplo para as meninas de nosso século. Ela foi uma jovenzinha modesta em todos os sentidos, no modo de ser, de falar, de agir e de se vestir. Vejam o que o próprio Alexandre, seu assassino, contou: 

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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Um livro a recomendar: "A aparição de La Salette e suas profecias"

7 comentários:
Prezados leitores, Salve Maria!

Esses dias atrás, meu marido me deu de presente um livro que há muito tempo eu tinha vontade de encontrar, porém não sabia onde conseguir um de uma fonte confiável. Por sorte, ou melhor, providência, ele encontrou um livro sobre a aparição de La Salette editado pela livraria Petrus quando foi comprar outro livro no centro da cidade.

Aproveitei o apagão que deu na minha rua ao fim da tarde de segunda-feira, com o temporal que caiu aqui, para “devorar” o livro sobre a aparição de La Salette. Digo que o livro é muito bom, impressionante, vale muito a pena comprá-lo e lê-lo. Fico imaginando, se já em 1846 Nossa Senhora disse que o mundo seria castigado por causa dos seus pecados, fico imaginando hoje, o que está por vir, pois o mundo se encontra numa situação muito pior que em 1846.

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sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Um livro a recomendar: “Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem”

6 comentários:

Prezados, leitores! Salve Maria!

Hoje comecei a ler novamente este maravilhoso livrinho – digo livrinho porque é de bolso, pequeno, mas definitivamente grande no que tange à alma – e não poderia deixar de recomendá-lo aqui no blog. Para quem não conhece, ele é de autoria de São Luís Maria Grignion de Montfort, e é um livro de uma riqueza tão infinita que ele só pode colocar doçura nas almas daqueles que o lêem. Recomendo fortemente a leitura a todos os católicos e especialmente aos devotos da Santíssima Virgem Maria!

Para deixá-los com um pouquinho do sabor do céu, vou colocar aqui o prefácio do livro.

Fiquem com Deus!
Em Cristo, no amor de Maria Santíssima,
Melissa Bergonso

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PREFÁCIO DO PADRE F. W. FABER

Foi em 1846 ou 1847, em São Wilfrido, que estudei pela primeira vez a vida e o espírito do venerável Grignion de Montfort. Hoje, mais de quinze anos depois, posso dizer que aqueles que o tomam por mestre, dificilmente acharão um santo ou um escritor ascético que mais lhes cative a inteligência por sua graça e seu espírito. Não o podemos ainda chamar santo; porém o processo de sua beatificação está tão propiciamente adiantado que não devemos ter muito que esperar para vê-lo colocado em nossos altares.

Poucos homens, no século XVIII, trazem em si mais fortemente gravados os sinais do homem da Providência, do que esse novo Elias, missionário do Espírito Santo e de Maria Santíssima. Toda a sua vida foi uma tal manifestação da santa loucura da cruz, que os seus biógrafos são concordes em classificá-lo com São Simeão Salus e São Felipe Néri. Clemente XI fé-lo missionário apostólico em França, para que ele empregasse a vida em combater o jansenismo, tão cheio de perigo para a salvação das almas. Será difícil achar, depois das epístolas dos apóstolos, palavras tão ardentes como as doze páginas da sua “Prece” pelos missionários de sua Companhia. Recomendo-a a todos os que encontram dificuldade em conservar, no meio de numerosas provações, o fogo primitivo do amor pela salvação das almas.

Grignion de Montfort era ao mesmo tempo perseguido e venerado em toda parte. A soma de seus trabalhos é, como a de Santo Antônio de Pádua, verdadeiramente incrível e inexplicável. Escreveu alguns trabalhos espirituais, que embora conhecidos há pouco tempo, já têm exercido influência notável na Igreja, e estão chamados a influência muito maior no futuro. Suas prédicas, seus escritos, sua conversação eram impregnados de profecias e de visões antecipadas das últimas eras da Igreja.

Novo São Vicente Ferrer, adianta-se, como se estivesse nos dias precursores do juízo final, e proclama-se portador, da parte de Deus, de uma mensagem autêntica: mais honra, conhecimento mais vasto, amor mais ardente a Maria Santíssima, e anuncia a união íntima que ela terá com o segundo advento de seu Filho.

Fundou duas Congregações religiosas, uma de homens, outra de mulheres, ambas muito prósperas. E, entretanto, morreu com 43 anos, em 1716, tendo apenas dezesseis anos de sacerdócio.

A 12 de maio de 1853, foi promulgado, em Roma, o decreto que declara os seus escritos isentos de todo erro que pudesse servir de obstáculo à sua canonização. Neste trabalho sobre a verdadeira devoção à Santíssima Virgem, escreveu ele estas palavras proféticas: “Vejo claramente no futuro animais frementes que se precipitam com furor para estraçalhar com os dentes diabólicos este pequeno escrito e aquele de quem se serviu o Espírito Santo para escrevê-lo; ou para sepultá-lo, ao menos, no silêncio de um armário, a fim de que não veja a luz”.

Apesar disso, prediz, ao mesmo tempo, a aparição e o sucesso do livro. Cumpriu-se tudo à risca. O autor morrera em 1716, e só em 1832 foi descoberto, como por acaso, este tratado, por um dos sacerdotes da sua Congregação, em Saint-Laurent-sur-Sèvre. O superior de então pôde atestar que o manuscrito era do venerável fundador e o autógrafo foi enviado a Roma a fim de ser examinado no processo de canonização.

Com certeza, os que vão ler este livro já amam a Deus e desejariam amá-lo ainda mais; todos desejam alguma coisa para a sua floria: a propagação de uma obra, a vinda de melhores tempos, o sucesso de uma devoção; um empregou durante anos todos os esforços para vencer um defeito particular e não o conseguiu; outro tem pedido com lágrimas a conversão de seus pais e amigos, e está admirado de que, apesar de suas lágrimas, tão poucos dentre eles se tenham convertido à fé; este se entristece por não ter bastante devoção; aquele se aflige por ter que carregar uma cruz que lhe parece muito pesada para a sua fraqueza, enquanto outro encontra no seio da família perturbações e infelicidades domésticas que lhe parecem incompatíveis com a obra de sua salvação; e para todas essas tristezas a oração parece trazer tão pouco alívio! Qual é, pois, o remédio que lhes falta? Qual o remédio indicado pelo próprio Deus? É, segundo as revelações dos santos, uma dilatação imensa da devoção à Santíssima virgem; mas, reflitamos bem, o imenso não admite restrições nem limites.

Aqui, na Inglaterra, Nossa Senhora não é bastante pregada e conhecida. A devoção que lhe consagram é fraca, escassa, mesquinha, transviada pelos escárnios da heresia. Dominada pelo respeito humano e pela prudência carnal, desejaria fazer da verdadeira Maria uma Maria tão pequena que os protestantes se pudessem sentir à vontade junto dela. Sua ignorância da teologia tira a Maria toda a vida e dignidade; ela não é, como deve ser, o caráter saliente da nossa religião; não tem fé em si mesma. E é por esta razão que Jesus não é amado, que os hereges não são convertidos, que a Igreja não é exaltada; almas que poderiam ser santas, desfalecem e degeneram; os sacramentos não são freqüentados como o deveriam ser; as almas não são evangelizadas com o entusiasmo do zelo apostólico; Jesus não é conhecido, porque Maria é deixada no esquecimento; perecem milhares de almas, porque Maria delas está distante. É esta sombra indigna e miserável, à qual ousamos dar o nome de devoção à Santíssima Virgem, que é a causa de todas estas misérias, de todos estes males, de todas estas omissões, de toda esta tibieza. Entretanto, segundo as revelações dos santos, quer Deus expressamente uma devoção mais vasta, mais extensa, mais sólida, uma devoção muito diferente da atual, para com sua Mãe santíssima. Sou de opinião que não há obra mais excelente, mais eficaz para se conseguir este fim, do que a simples propagação desta devoção particular do venerável Grignion de Montfort.

Basta apenas que uma pessoa experimente para si esta devoção; em breve, a surpresa que lhe causarão as graças que ela traz consigo, assim como as transformações que produzirá em sua alma, convencê-la-ão de sua eficácia, quase incrível aliás, como meio para conseguir a salvação das almas e a vinda do reino de Jesus Cristo! Oh! se Maria fosse ao menos conhecida, não haveria frieza para Jesus! Oh! se Maria fosse ao menos conhecida, quão mais admirável seria nossa fé, como seriam diferentes as nossas comunhões! Oh se Maria fosse ao menos conhecida, quanto mais felizes, mais santos, menos mundanos seríamos, como nos tornaríamos imagens vivas de Nosso Senhor e Salvador, seu diletíssimo e diviníssimo Filho!

Eu mesmo traduzi o tratado todo, o que me deu muito trabalho; e fui escrupulosamente fiel. Tomo ao mesmo tempo a liberdade de avisar o leitor de que com uma só leitura do livro não o poderá compreender a fundo. Acha-se neste livro, se assim ouso dizer, o sentimento de um não sei quê de inspirado e sobrenatural, que vai sempre em aumento, à medida que nos aprofundamos em seu estudo. Além disto, não se pode deixar de experimentar, depois de lê-lo repetidas vezes, que nele a novidade parece nunca envelhecer, a plenitude nunca diminuir, o fresco perfume e o fogo sensível da unção nunca se dissipar ou enfraquecer.

Digne-se o Espírito Santo, o divino Zelador de Jesus e de Maria, conceder uma nova bênção a esta obra na Inglaterra; queira ele consolar-nos dentro em breve com a canonização desse novo apóstolo e ardente missionário de sua Esposa diletíssima e imaculada, e mais ainda pelo pronto despontar dessa gloriosa era da Igreja que deve ser a gloriosa era de Maria.

F. W. FABER
Sacerdote do Oratório
No dia da apresentação de Nossa Senhora. 1862.

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Nota: São Luís de Maria Grignion de Montfort foi canonizado em 27 de julho de 1947, por Pio XII.

Bibliografia: MONTFORT, São Luís Maria Grignion de. Tratado da Vedadeira Devoção à Santíssima Virgem. 30ª. Edição. Petrópolis: Vozes, 1998, p. 9-16.

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